Alimentos ultraprocessados podem acelerar o envelhecimento
É o que sugerem cientistas após examinar dados de 16 mil pessoas

Sabia que a idade cronológica pode diferir da idade biológica? Esta, influenciada pela genética, pelos hábitos e por fatores ambientais, pode ser maior ou menor que o número de velinhas sopradas a depender do estado de saúde e dos cuidados no dia a dia.
E o que pesa consideravelmente aí é uma dieta desequilibrada, rica em ultraprocessados.
Eis a conclusão de uma pesquisa da Universidade Monash, na Austrália, com 16 055 pessoas de 20 a 79 anos. Para cada aumento de 10% no consumo de itens como salgadinhos, refrigerantes e guloseimas, a idade biológica aumentou 2,4 meses em relação à cronológica.
Os resultados dessa ingestão se veem por dentro, entre os órgãos, e por fora. “Esses alimentos pioram o estresse oxidativo, acarretando uma maior perda das fibras que sustentam a pele”, ilustra Beatriz Lassance, expert em medicina do estilo de vida.
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O conceito de ultraprocessados foi elaborado pelo médico brasileiro Carlos Monteiro, que acaba de ser eleito uma das personalidades mais influentes do mundo pelo jornal americano The Washington Post.
Como identificar a categoria
Os ultraprocessados exigem bastante moderação. Fique de olho
Observe a lupa
Estampada na embalagem, ela avisa se o produto é alto em gordura saturada, sódio ou açúcar adicionado — característico da classe.
Cheque os ingredientes
Se você notar, pela lista de ingredientes no rótulo, que é impossível preparar algo assim em casa, provavelmente é um ultraprocessado.
Repare na validade
Produtos com prazo menor tendem a apresentar menos conservantes. Leve isso em consideração ao planejar o cardápio.
Priorize o natural
Sempre que possível, opte pela versão in natura do alimento. Até porque, em geral, outros industrializados aparecerão na dieta.
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