Cereja: vale a pena incluir no cardápio não só nas festas
Rica em nutrientes e baixa em calorias, a fruta sazonal pode ajudar na prevenção de doenças crônicas e reforçar a ação anti-inflamatória do organismo

Com a chegada das festividades de final de ano, a busca por opções saborosas e nutritivas para compor uma ceia balanceada é crescente. Nativa da Ásia, a cereja se destaca como uma forte candidata para integrar uma mesa equilibrada no Natal e no Ano Novo.
Rica em propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, essa pequena fruta vermelha está associada à prevenção de doenças crônicas e ajuda a controlar o açúcar no sangue. De quebra, essa opção versátil, que pode ser usada em doces ou saladas, ainda é baixa em calorias.
Cereja não é tudo igual
Existem diversas variedades da fruta. No mercado, contudo, predominam duas mais populares: a Prunus avium, também chamada de cereja doce, e a Prunus cesarus ou azeda, que é conhecida como ginja ou amarena.
A maior diferença entre elas é o sabor. As propriedades, por outro lado, não costumam mudar tanto. Devido aos menores índices de açúcar, as azedas tendem a possuir um melhor valor nutricional – mas isso não significa que as doces não sejam saudáveis.
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Conheça os benefícios da cereja
Com vitaminas, potássio, cálcio, triptofano, ácido fenólico, flavonoides e antocianinas, a cereja pode trazer muitas vantagens à saúde. Os seus efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes ajudam no controle do estresse oxidativo, no combate às inflamações e na redução das chances de desenvolver doenças crônicas.
A fruta também colabora para a prevenção de gotas e artrites. Assim como tendem a facilitar a recuperação muscular e promover o alívio de dores e desgastes, especialmente no pós-treino.
Fonte de serotonina, a fruta ainda pode aumentar a disposição, prevenindo doenças mentais e melhorando a qualidade do sono. Por ter fibras, também é aliada de uma boa flora intestinal.
Além disso, ela pode ser uma deliciosa opção para quem está em processo de emagrecimento por possuir baixo teor calórico e índice glicêmico. Uma porção com 100g ou cerca de 20 unidades pequenas conta com apenas 60kcal. A cereja conta ainda com vitamina C.
É preciso destacar, entretanto, que nenhum benefício é garantido tampouco imediato e que nenhum alimento é unicamente responsável por uma vida mais saudável. Pelo contrário, é importante combinar o consumo com uma rotina de hábitos balanceados.
Como inserir a cereja na dieta?
Além da opção in natura, a cereja pode ser encontrada em conserva ou desidratada. Ela também pode servir como base para sucos, smoothies, compotas e geleias.
Para quem planeja inseri-la em uma das receitas das ceias de final de ano, vale apostar nos preparos culinários, que incluem saladas, molhos agridoces para carne, sobremesas cremosas e até mesmo risotos. Entretanto, é importante destacar que o valor nutricional é maior e as propriedades estão mais presentes quando a fruta é consumida na sua forma natural.
Cereja ou chuchu disfarçado?
Parece boato, mas não é. Se você é um amante das versões em calda da cereja, saiba que pode já ter se deparado com um chuchu disfarçado.
A maioria dos vidros de cereja de fato trazem a fruta em conserva, mas algumas marcas recorrem à réplica, feita com chuchu, amido ou algum tipo de alga. Isso porque as alternativas são mais baratas e fogem da sazonalidade limitada da cereja de verdade, que precisa de um clima frio para se desenvolver.
Quando cozido, o chuchu consegue absorver aromatizantes e corantes artificiais, adquirindo uma aparência semelhante à cereja.
Mas vale lembrar que comercialização enganosa de produtos é crime. Por isso, para saber se você está realmente consumindo cereja ou se caiu no truque do chuchu, basta se atentar ao rótulo, verificando se a fruta aparece nas primeiras posições da lista de ingredientes. Desconfie se o rótulo nomear o produto como “confeito com sabor cereja”.