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Chá de guiné: para que serve e quais os riscos ao consumir

Planta utilizada na medicina alternativa e em rituais religiosos não é considerada uma planta com propriedades terapêuticas

Por Clarice Sena
14 jun 2025, 07h00 •
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Guiné não tem evidências robustas de que pode fazer bem. Pelo contrário! (Gary Saucedo/Archivo Centro Takiwasi/Freepik)
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  • A promessa do emagrecimento rápido e de saúde fácil está em muitos rótulos de suplementos e produtos em cápsulas, alegadamente fabricados com ingredientes totalmente naturais.

    Um dos itens adotados mais recentemente para a fabricação destes compostos é a erva de guiné, conhecida no Brasil pelo seu uso medicinal e religioso. Mas, como natural não é sinônimo de bom para a saúde, o consumo dessa erva tem seus riscos.

    Entenda melhor a questão.

    Histórias e pesquisas sobre a erva de Guiné apontam toxicidade

    As plantas das espécies Petiveria tetrandra ou Petiveria alliacea são conhecidas popularmente por alguns nomes diferentes, como erva de guiné, tipi, mucaracá e amansa-senhor. A planta tem ampla distribuição geográfica e é recorrente nas regiões norte e sul do país, geralmente em locais de clima quente e úmido.

    A guiné é um arbusto mediano de folhas verdes, redondas e grossas, empregadas na fabricação de pós e outros preparos medicinais. As raízes são a parte mais perigosa da planta, podendo apresentar odor de alho quando maceradas.

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    Reza a lenda que seu apelido de “amansa-senhor” vem desde o século 17, quando a Guiné teria sido utilizada por escravizados negros no intuito de envenenar os senhores de engenho. Os efeitos variam entre uma intoxicação e o óbito.

    A fim de investigar essa história mais a fundo, estudos foram conduzidos isolando um extrato da planta em laboratório. Os resultados demonstraram que, de fato, o pó obtido das raízes da guiné pode causar uma reação nervosa levando a alucinações seguidas de inanição.

    Esses mesmos compostos são irritantes à mucosa nasal, aos olhos e podem causar queimação na pele.

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    Por que a erva de Guiné não é segura?

    Os estudos sobre as propriedades da Guiné ainda são muito incipientes. Algumas pesquisas até apontam efeitos potencialmente positivos, como propriedades analgésicas, antimicrobianas e anti-inflamatórias, além da presença de diversos compostos bioativos benéficos, como taninos e flavonoides.

    Entretanto, a guiné não consta nos estudos da Farmacopeia Brasileira, o que quer dizer que ela não foi testada nem regulada para ser utilizada de forma segura como ingrediente no Brasil.

    Se você encontrar algum remédio ou outro produto que alega utilizar a guiné em sua composição, verifique se a fabricante e o produto possuem registro na Anvisa. Evite a automedicação e não faça o consumo de uma erva que você não conhece sem ouvir um profissional de saúde. Os efeitos colaterais podem ser mais prejudiciais do que os sintomas que a pessoa tenta aliviar.

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    Caso consuma o chá e sinta algum efeito indesejado, procure ajuda médica especializada imediatamente.

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