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Família presente é o que vale na criação dos filhos

Pesquisa revela que para o desenvolvimento saudável de uma criança, o que conta não é tanto a estrutura familiar, e sim a qualidade dos vínculos afetivos

Por Redação M de Mulher
6 ago 2013, 22h00 • Atualizado em 22 out 2016, 17h35
Reportagem: Joana Alves / Edição: MdeMulher
Reportagem: Joana Alves / Edição: MdeMulher (/)
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  • A ciência revela que, para o desenvolvimento saudável da próxima geração, o que conta não é tanto a estrutura tradicional, e sim a qualidade dos vínculos afetivos
    Foto: Getty Images

    Será que as novas e boas famílias, às vezes com uniões de homossexuais ou simplesmente criação de crianças por pessoas solteiras, impactariam negativamente no bem-estar dos filhos? A resposta é um sonoro não, segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP). Em março de 2013, a instituição se posicionou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Antes de emitir a declaração, a entidade revisou estudos dos últimos 30 anos. Com os achados, ficou evidente que a saúde emocional da criançada não está ligada à orientação sexual dos pais, mas à qualidade da relação com eles.

    O que vale, portanto, é o comprometimento de todos os familiares com o seu desenvolvimento e educação. “A criança precisa de um suporte psicológico. E isso pode ser provido por quaisquer pessoas, contanto que estejam preparadas”, afirma o pediatra Benjamin Siegel. Mas atenção: isso depende da presença constante de pais, avós e até mesmo tios desde o início. “A família é o primeiro laço do bebê com o mundo”, reforça a psicóloga Pamela Magalhães.

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    Até por esse motivo, a troca de afeto, de valores e de conhecimento é determinante ao desenvolvimento das funções emocionais e cognitivas. “Crianças com carência afetiva podem se tornar apáticas, apresentar dificuldades de aprendizado e ter diminuição de certas áreas cerebrais”, alerta o neurologista Mauro Muszkat.

    O que aproxima pais e filhos

    Um estudo da Universidade McGill, no Canadá, avaliou 26 mil adolescentes de 11 a 15 anos e concluiu que fazer refeições em família regularmente os ajudou a se sentirem mais confiantes. Afinal, sentar-se à mesa para comer é uma oportunidade de socializar com o jovem e descobrir eventuais alterações no seu comportamento. Entretanto, não são apenas jantares ou almoços que contam. “O que importa é realizar atividades que reúnam a família com frequência e que não disputem a atenção com o celular ou a televisão”, prescreve o psicólogo Frank Elgar, um dos que assinaram o trabalho.

    Reservar tempo para passar com seu filho só faz bem. E garantir que esses momentos estreitem o elo entre vocês é melhor ainda, inclusive por assegurar um futuro mais confiante e saudável para a criançada. Como disse a banda Titãs naquela mesma música: “Família, família/ Vive junto todo dia/ Nunca perde essa mania”.

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    Divórcio: e as crianças?

    Busque preservá-las ao máximo. Evite discutir questões como pensão, partilha de bens e visitas perto delas. E só conte quando tiver certeza da decisão. “Ameaças trazem insegurança”, atesta a psicóloga Vivien Ponzoni, terapeuta de família e casal.

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