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Por que sentimos cãibra ao malhar demais?

Ela é uma contração involuntária, dolorosa e que não causa lesões mais graves. Confira as duas hipóteses mais aceitas hoje

Por Redação M de Mulher
19 fev 2014, 22h00 • Atualizado em 5 jan 2018, 14h10
André Biernath
André Biernath (/)
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  • Durante a crise de cãibra, é importante alongar suavemente a região. Confira as hipóteses por trás desse problema.

    Hipótese A – açúcar

    1. Quebra

    O músculo utiliza, ao longo do exercício, a glicose como combustível. Um dos resultados desse processo é a produção de ácido lático.

    2. Estoque

    Quando o esforço é pesado, o organismo não consegue eliminar essa substância, que vai se acumulando aos poucos.

    3. Cansaço

    Em excesso, ela altera o pH local, que, mais ácido, atrapalha diversas funções das células. Daí o músculo entra em fadiga.

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    4. Descontrole

    Se a atividade não é interrompida, a quantidade de ácido lático fica tão alta que incita doídos espasmos musculares. É a cãibra.

    Hipótese B – sais minerais

    1. Ordem

    Um impulso elétrico sai do cérebro, passa pela medula e pelos neurônios motores e chega até o músculo. A mensagem é simples e direta: comece a se mexer.

    2. Troca

    A partir desse recado, moléculas de potássio saem das fibras e as de sódio entram. Depois, trocam de lugar de novo. E outra vez. Esse vaivém põe a musculatura para trabalhar.

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    3. Saída

    Acontece que, se o esporte dura mais de uma hora ou é muito puxado, o corpo começa a perder sais minerais, como o sódio e o potássio, por meio da transpiração.

    4. Carência

    Aí, o equilíbrio entre os dois elementos é afetado e aquela variação de posições se torna deficiente. O músculo fica pirado, contraindo-se intensamente sem relaxar.

    O que fazer?

    Durante a crise, procure alongar a região acometida pela cãibra de maneira suave, sem fazer deslocamentos bruscos – nada de puxar as pernas com força, como fazem os jogadores de futebol. Ainda vale fazer massagem para aliviar um pouquinho a dor.

    Como prevenir

    Para passar ileso pelas pegadinhas musculares, não adianta comer uma penca de bananas. O segredo está na alimentação equilibrada. Também capriche na hidratação durante o esforço físico – isotônicos podem ajudar, mas só se o exercício for longo ou extenuante. Procure orientação.

    Fontes: Claudio Pavanelli, fisiologista do exercício do Clube de Regatas do Flamengo e da BeOne; Paulo Zogaib, especialista em medicina esportiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo; Jomar Souza, especialista em medicina do esporte e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte; Pablius Braga, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

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