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Comer é muito mais do que ingerir nutrientes. Na receita de uma alimentação equilibrada, também há ingredientes comportamentais, emocionais, culturais e ambientais, como mostra a nutricionista Lara Natacci

Dieta planetária ganha nova versão 2025 com mais foco em justiça social

Novo relatório da Comissão EAT-Lancet traz recomendações de dieta saudável, sustentável e agora também justa para todos

Por Lara Natacci
6 out 2025, 16h26 •
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Dieta planetária traz diversos benefícios (Foto: eyepark/Getty Images e Dulla/Veja Saúde)
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  • Em Paris, durante o Congresso Mundial de Nutrição, uma das apresentações mais aguardadas trouxe uma notícia que pode transformar a forma como pensamos a comida: o lançamento do novo relatório da Comissão EAT-Lancet — a mesma que, em 2019, apresentou ao mundo a chamada Dieta para a Saúde do Planeta.

    Desta vez, além de atualizar as recomendações de dietas saudáveis e sustentáveis, o documento chega com um ingrediente inédito: a justiça social.

    O primeiro relatório já havia deixado claro que era possível alimentar 10 bilhões de pessoas com saúde e sem ultrapassar os limites ambientais do planeta. Como? Reduzindo o consumo excessivo de carne vermelha, açúcar e gorduras saturadas — já que o sistema alimentar responde por 30% das emissões que aquecem o clima e por 80% da perda de biodiversidade.

    Um dado que impressiona: mais da metade da população mundial vive algum tipo de má nutrição, seja pela fome, seja pelo excesso de peso.

    Agora, a versão 2025 reforça: não basta pensar só na saúde individual e na sustentabilidade ambiental. É preciso garantir que todos tenham acesso justo e equitativo a essas dietas. Afinal, do que adianta termos a solução se ela não chega a quem mais precisa?

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    +Leia também: Pela primeira vez, mundo tem mais crianças obesas do que subnutridas

    Dieta de referência flexível respeita culturas e estilos de vida

    Outra novidade poderosa é a proposta de uma dieta de referência flexível. Sai a ideia de um modelo único e entra em cena um guia adaptável, que respeita culturas, idades, gêneros e estilos de vida.

    E os cenários até 2050 apontam uma virada no sistema alimentar: a produção de frutas, legumes e leguminosas deve crescer significativamente, enquanto os cereais quase não aumentarão.

    Será que assim conseguiremos, enfim, nos aproximar da recomendação da OMS de consumir ao menos 400 gramas de frutas, legumes e verduras por dia? Hoje, a média nacional ainda está em menos da metade desse valor.

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    O recado é direto: somos todos guardiões do planeta e da saúde coletiva. O que colocamos no prato tem impacto no clima, na biodiversidade e até na justiça social.

    A dieta de saúde planetária não significa abrir mão do prazer de comer, mas sim valorizar alimentos locais, vegetais, frutas, leguminosas e oleaginosas.

    Mais do que reduzir carne vermelha, açúcar e gorduras saturadas, a mensagem é ampliar a diversidade e apostar em práticas agrícolas regenerativas.

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    Comer bem, portanto, não é apenas uma escolha pessoal — é um ato de responsabilidade com o futuro. Mais do que tendência, essa é a única receita capaz de cuidar ao mesmo tempo da nossa saúde e da saúde da Terra.

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