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A TPM pode interferir na qualidade do sono da mulher?

Médica conta como a tensão pré-menstrual (TPM) influencia as noites de sono e o que pode ser feito para melhorar o descanso no período

Por Taís Calomeny, ginecologista* 4 jun 2022, 10h42
ilustração de mulher com nuvens e raios em cima dela
TPM está ligada a alterações de humor, ansiedade e insônia.  (Ilustração: Veja Saúde/SAÚDE é Vital)
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O descanso é fundamental para a saúde física e mental. E muitas mulheres sentem os impactos e as consequências da falta dele durante a TPM. Além de estar por trás de mudanças de humor e irritabilidade, a tensão pré-menstrual pode favorecer quadros de insônia.

É fato. Dentre tantas coisas que esse período provoca no corpo e na rotina da mulher, a qualidade das horas dormidas é o aspecto que sofre maiores danos. As mulheres chegam a acordar três vezes mais durante a noite em comparação com os demais dias do ciclo.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que acompanhou e avaliou por meio de pulseiras com sensores as noites de sono de dez voluntárias de 18 a 28 anos. Os cientistas descobriram que, independentemente da rotina de descanso de cada uma das participantes, todas sentiram mais sono nos dias que antecedem a menstruação.

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O reflexo da TPM na hora de dormir está associado às alterações hormonais e ao desequilíbrio bioquímico nesse período. A mudança nos níveis de progesterona, hormônio que não está ligado só à gravidez, mas também atua no equilíbrio físico e mental, afeta a liberação de neurotransmissores GABA, responsáveis pela sensação de calma.

Isso ajuda a entender por que a ansiedade e a insônia aparecem. Para driblar esses efeitos colaterais da TPM, capazes de prejudicar a concentração e a realização das tarefas diárias, é possível estabelecer uma rotina com hábitos saudáveis e higiene do sono.

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Estamos falando de reduzir a intensidade da luz ambiente à noite, evitar o uso de aparelhos eletrônicos antes de dormir, tomar um chá relaxante ou mesmo preparar o quarto com sprays de lavanda.

A prática de atividades físicas é mais do que indicada, pois promove a produção de endorfina, hormônio que gera sensação de recompensa e bem-estar. A dieta deve ser balanceada e contar com alimentos ricos em magnésio e ômega-3, substâncias que auxiliam a mitigar o desequilíbrio hormonal do período.

No plano de autocuidado, também prescrevo pequenas atitudes que ajudam a ter mais qualidade de vida e de sono, como momentos e pausas para relaxar.

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Caso os sintomas de sonolência diurna, estresse e alterações de humor não amenizem ou perdurem, apesar de todas essas medidas, a orientação é procurar o ginecologista. Afinal, cerca de 5% dos casos de TPM podem ser beneficiados com o uso de medicamentos específicos.

* Taís Calomeny é ginecologista e médica do Hospital Metropolitano e do Hospital São Camilo, na capital paulista

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