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Saiba como prevenir o câncer de cabeça e pescoço — algo possível e urgente

Campanha Julho Verde promove a conscientização sobre o tumor que avança pelo Brasil

Por Melissa Medeiros, fundadora e presidente voluntária da ACBG Brasil*
10 jul 2025, 08h00 •
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Atenção aos sintomas do problema é essencial (Foto: Freepik/Divulgação)
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  • A informação ainda é a nossa melhor aliada quando se trata de prevenir o câncer de cabeça e pescoço. Há uma chance real de reverter a crescente incidência desses tumores no Brasil.

    Para isso, é preciso conscientizar a todos dos danos causados ao corpo pelo uso do tabaco em todas as suas formas, pelo consumo de bebidas alcoólicas em excesso e pela má alimentação. Vale destacar, ainda, um pilar importante contra a doença: a vacinação de adolescentes e jovens contra o HPV.

    Falo com a propriedade de quem já passou por isso. Sou sobrevivente de um câncer de laringe e, hoje, dedico minha vida, por meio da ACBG Brasil, à missão de ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico precoce, ao tratamento de qualidade e à reabilitação dos pacientes em tempo certo.

    Ao longo do mês, a campanha Julho Verde promove a conscientização sobre o agravo. Damos visibilidade a essa causa com a realização da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço, que em sua 9ª edição traz o tema “Da boca aos pulmões: inspire prevenção, expire saúde”.

    A mensagem chama atenção para os fatores de risco, os sinais de alerta e a importância da prevenção. O objetivo é simples e urgente: salvar vidas.

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    Desafios

    Um dos maiores entraves no enfrentamento da doença é o diagnóstico tardio. Na maioria dos casos no Brasil, o tumor é identificado quando já está em estágio avançado. Uma dificuldade associada principalmente pela falta de atenção aos sintomas iniciais.

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    Por isso, é fundamental procurar um médico diante de sinais como ferida na boca que não cicatriza por mais de 15 dias, dor ou dificuldade para engolir, rouquidão e tosse persistente, nódulo no pescoço ou qualquer alteração estranha na região.

    O câncer de cabeça e pescoço é especialmente complexo e, ao mesmo tempo, sensível. Os locais do corpo em que a doença se instala são muito próximos entre si.

    Isso significa que, quando a doença avança, pode comprometer várias estruturas em uma tacada só, exigindo tratamentos mais agressivos e mutiladores, com sequelas físicas, estéticas e funcionais graves e irreversíveis, como a perda da fala.

    Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, que inclui o cigarro eletrônico e o comum, e o narguilé, e o consumo de álcool.

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    Mas há um terceiro fator que merece atenção crescente: a infecção pelo papilomavírus humano (HPV). O agravo tem contribuído para o aumento dos casos de câncer de cavidade oral em pessoas jovens, inclusive no Brasil.

    Essa tendência pode ser revertida com a vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, e com o uso de preservativos.

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    Outro ponto importante é o cuidado com a exposição solar sem proteção especialmente na infância e adolescência, que eleva o risco de câncer de pele — tanto o melanoma quanto o não melanoma, este último o mais comum entre os brasileiros.

    Esses tumores também afetam frequentemente a região da cabeça e pescoço, podendo aparecer nos lábios, nariz, pálpebras e couro cabeludo.

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    Além disso, é fundamental ter atenção às metástases pulmonares — uma complicação possível nos casos de câncer de cabeça e pescoço. Quando o tumor se espalha para os pulmões, o tratamento se torna ainda mais complexo e os riscos aumentam significativamente.

    O tratamento do câncer de cabeça e pescoço envolve uma abordagem multidisciplinar, com cirurgias, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Essa é apenas a primeira parte.

    Após o combate ao tumor, é preciso investir em um conjunto de reabilitações, com o apoio de nutricionista, fonoaudiólogo, dentista, psicólogo e assistente social.

    Vale lembrar que toda decisão terapêutica depende da localização do tumor, idade, condições clínicas e estágio da doença. E, mesmo com todo o esforço, o impacto na qualidade de vida do paciente é profundo e permanente.

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    Neste Julho Verde, a ACBG Brasil convida toda a sociedade a se unir a essa causa. Inspire prevenção. Expire saúde. Fale com os jovens sobre a vacina contra o HPV. Apoie quem está em tratamento. Esteja atento aos sinais. Vamos, juntos, fazer com que a informação salve mais vidas.

    *Melissa Medeiros é fundadora e presidente voluntária da Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil).

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