Oferta Relâmpago: Saúde por apenas 9,90
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

O que é gordofobia e como ela se manifesta nas consultas de saúde

Mesmo com boas intenções, profissionais de saúde reproduzem condutas gordofóbicas. Médica explica como isso se revela e o que seria um atendimento adequado

Por Juliana Gabriel, endocrinologista* 19 jan 2023, 09h27 •
IMC gordofobia
A verdade é que a gordofobia é estrutural. Isso significa que ela está entranhada na nossa cultura, na forma como nossa sociedade opera (Foto: i yunmai/Unsplash/Divulgação)
Continua após publicidade
  • Faz parte do dia a dia de todo profissional de saúde atender pessoas com IMC (índice de massa corporal) elevado. Na formação profissional, somos ensinados a incentivar o emagrecimento como forma de melhorar a saúde.

    Porém, quando começamos a nos aprofundar no tema da gordofobia, percebemos que essa é, na verdade, uma conduta gordofóbica. Mesmo que ela esteja sendo feita de forma e humanizada – e na melhor das intenções.

    Essas condutas gordofóbicas tendem a ser reproduzidas por profissionais de todas as áreas da saúde, pois são consideradas “padrão”.

    Mas por que incentivar um paciente a emagrecer é considerado gordofóbico? Isso não é cuidar? A verdade é que a gordofobia é estrutural. Isso significa que ela está entranhada na nossa cultura, na forma como nossa sociedade opera.

    A conotação negativa que um corpo gordo tem é o padrão. É daquela ordem de coisas que ninguém questiona, pois, “as coisas são assim mesmo”. É como a sobremesa, que vem depois do almoço, e não antes. É como escovar os dentes após se alimentar, e não antes.

    + Leia também: Estudo: pais e médicos não estão prontos para orientar jovem com obesidade

    Continua após a publicidade

    Enfim, existe esse conceito de que ser gordo é sinônimo de ser doente, desleixado ou estar fora do padrão considerado estético. É como se alguma coisa estivesse errada.

    E é aí que começa a gordofobia.

    Mas se está errado um médico incentivar um paciente a emagrecer para melhorar a saúde, qual é, então, o certo? Afinal, qual o jeito não gordofóbico de cuidar da saúde de alguém?

    O ideal seria, por exemplo, focar em melhorar a alimentação e o sedentarismo (se for o caso). Falar sobre cuidados com o sono, e como melhorar o humor.

    Continua após a publicidade

    Ora, focar na saúde é mirar no que realmente vai ter impacto na saúde – ou seja, a forma como vivemos, comemos, dormimos, respiramos e nos movimentamos. E não no formato do nosso corpo.

    Até porque muita gente pode emagrecer perdendo completamente a saúde. Então, se o objetivo de um profissional de saúde é ajudar, ele deve se concentrar no que realmente ajuda: o estilo de vida da pessoa, e não sua aparência.

    E esse é só um exemplo. Muita gente confunde gordofobia com estética. A verdade é que qualquer pessoa pode sofrer pressão estética em algum momento de sua vida.

    E isso é grave em qualquer situação do cotidiano, mas é ainda mais grave dentro de uma consulta de saúde – um lugar que deveria ser o mais seguro do mundo para receber qualquer pessoa.

    Continua após a publicidade

    E justamente por ser uma questão estrutural, o melhor caminho para construir mudanças é através da educação. Por isso, devemos falar sobre o assunto, dar voz a quem sofre e aprofundar questões.

    + Leia também: Gordofobia pode afastar as pessoas dos consultórios médicos

    Pensando nisso, na plataforma Tribu Education existe o curso “Atendimento Clínico sem gordofobia”, com o objetivo de instruir a realização da prática clínica sem gordofobia, de maneira adequada, humanizada e focada na saúde integral.

    Então, se você quer ajudar a construir um mundo sem gordofobia, comece olhando para dentro. E para o lado. Busque informações, converse, pergunte. Apoie quem está levantando essa pauta. E, assim, um passo por vez, construiremos uma sociedade em que todo tipo de corpo é bem-vindo.

    Continua após a publicidade

    *Juliana Gabriel é médica endocrinologista e fundadora da Tribu Saúde – clínica multiprofissional humanizada e da Tribu Educação – escola de cursos livres para a área da saúde

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Sua saúde merece prioridade!
    Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).