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Por que é tão difícil viver no presente — e o que isso revela sobre nós

Em tempos de telas e hiperconexão, está cada vez mais difícil viver os momentos, mas qual o preço disso para a saúde mental?

Por Beatriz Breves, psicóloga*
24 jan 2026, 08h50 •
Conexão com o "Eu" deve ser retomada em prol da saúde mental.
Conexão com o "Eu" deve ser retomada em prol da saúde mental. (Designed by Freepik/Freepik)
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  • Acrescida pela inteligência artificial, a internet se expande rapidamente e a hiperconectividade amplia possibilidades ao mesmo tempo em que impõe limites.

    Isso porque, enquanto o excesso de estímulos recebidos induz a nossa atenção para o mundo, ele tende a nos afastar de nós mesmos, do nosso mundo interno, dificultando o acesso às experiências que nos conectam ao que estamos sentindo no instante presente.

    Sob essa perspectiva, a hiperconectividade, por meio da sobrecarga de estímulos, pode instaurar um padrão interno caótico, desorganizando o nosso “Eu” e inviabilizando os vínculos profundos que sustentam a identidade. E isso tem um preço.

    A pessoa pode acumular ansiedades que nem sempre consegue nomear e anseios que não se realizam. As ofertas externas são inúmeras, mas as possibilidades reais de realização são limitadas. Tudo isso pode gerar frustrações e o enfraquecimento do sentimento de “Eu”.

    Por isso, é fundamental estar atento a como o presente está sendo experienciado, para não perder a posse de si mesmo. Quando a pessoa prioriza o mundo externo em detrimento de si, acaba se desconectando de sua própria subjetividade, o que pode gerar sentimentos de vazio e perda de perspectivas.

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    É aí que entra a chamada Ciência do Sentir, que propõe o Eu como uma estrutura composta por padrões que surgem das interações contínuas com o meio. O campo convida o indivíduo a voltar-se para si, aprendendo a integrar a capacidade de pensar ao desenvolvimento da empatia por si mesmo.

    Fala-se muito em empatia pelo outro, mas raramente se aborda a empatia por si, ou seja, a habilidade de ocupar o próprio lugar interno, reconhecer e acolher os próprios sentimentos, compreender necessidades e estabelecer uma conexão profunda e sustentadora consigo.

    Fato é que precisamos nos escutar e nos respeitar enquanto humanos, renunciando ao ideal do ser robótico que o mundo contemporâneo vem nos impondo. Isso não significa rejeitar a tecnologia, que é bem-vinda e responsável por avanços extraordinários, mas assumir o protagonismo diante dela, em vez de permitir que ela determine o modo como vivemos.

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    Entretanto, viver o presente é um ato de coragem. É colocar-se diante de si mesmo, reconhecendo o que sente, o que deseja e o que precisa transformar em si.

    Quem permanece preso ao passado, projetado no futuro ou vivendo somente para o mundo externo, negando o que vivencia e sente no presente, de algum modo se abandona. Afinal, tudo o que realmente possuímos de nós está no presente, no instante do Agora.

    *Beatriz Breves é psicóloga, psicanalista, bacharel e licenciada em Física, autora do livro Eu fractal – conheça-te a ti mesmo: uma perspectiva do eu no campo da psicofísica contemporânea

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