Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Saúde por apenas 4,99
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Saúde bucal: mercúrio, usado para restaurar cáries, é proibido. E agora?

Especialista aborda as leis e conta o que a pessoa que tem amálgama nos dentes deve fazer

Por Patrícia Almeida, cirurgiã-dentista*
18 ago 2024, 07h00 •
ilustração de dente no espelho
O buraco deixado pelas cáries precisa ser preenchido depois do tratamento (Ilustração: Veja Saúde/SAÚDE é Vital)
Continua após publicidade
  • Em julho deste ano, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), aprovou o Projeto de Lei nº 1475 /2023, banindo o uso de amálgama na odontologia, material que leva mercúrio, prata, estanho e cobre.

    A amálgama era muito utilizada para preencher cavidades, como as restaurações de cáries e de dentes fraturados, e para finalizar tratamentos endodônticos, quando você restaura a parte superior do canal do dente. O “dente prateado”, assim chamado por conta da cor do acabamento, se tornou famoso e popular, pois o material era durável e resistente à oxidação.

    Em janeiro de 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da resolução RDC n° 173, já tinha proibido a fabricação, importação, comercialização e o uso, em serviços de saúde, dos elementos de mercúrio e pó para liga de amálgama na forma não encapsulada.

    A proibição é uma forma de diminuir a utilização do mercúrio, metal pesado que pode fazer mal à saúde e ao meio ambiente em sua forma elementar ou orgânica.

    Porém, uma publicação, endossada pela Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica e pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), argumenta que os níveis do metal liberados na amálgama são baixos e não representam perigo à saúde. De acordo com o estudo, as restaurações deste tipoo não causam envenenamento, intoxicação ou agravos à saúde.

    Continua após a publicidade

    Eu tenho amálgama nos meus dentes, o que fazer?

    Nada. Segundo o Ministério da Saúde, quem já passou pela restauração com o material, não precisa removê-lo, pois não apresenta riscos à boca ou organismo. A amálgama era aplicada no esmalte, com um forramento, para não acontecer o contato com a polpa, que é uma região cheia de vasos sanguíneos.

    De qualquer forma, você precisa continuar visitando regularmente o seu dentista para avaliação, prevenção e tratamentos de qualquer condição.

    E quem precisar restaurar algum dente agora conta com alternativas à amálgama, entre elas, a resina composta e a porcelana, também usadas na elaboração das lentes/facetas dentais, e até o ouro. Todas são duráveis e resistentes à oxidação.

    Continua após a publicidade

    Muitos pacientes escolhem as obturações por conta da cor. Geralmente, a branca (da resina ou porcelana) traz mais harmonia estética e tem um custo mais vantajoso. Opções não faltam para quem precisa resolver uma cárie ou outro problema do tipo.

    *Patrícia Almeida é cirurgiã-dentista, especialista em reabilitação oral e estética, idealizadora da Almeida Clinic e integrante da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD)

    Compartilhe essa matéria via:
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Sua saúde merece prioridade!
    Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.