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Sinais de atraso no desenvolvimento infantil: saiba quando agir

Reconhecer cedo esses indícios permite a intervenção precoce, que faz toda a diferença

Por Silvia Kelly Bosi, neuropsicopedagoga*
12 jun 2025, 12h20 •
desenvolvimento-infantil
Dificuldade de interação é um dos possíveis sinais de atraso no desenvolvimento (Freepik/Reprodução)
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  • A primeira infância, que vai do nascimento aos seis anos, é um período de desenvolvimento cerebral intenso e fundamental. É nessa fase que as bases para a linguagem, cognição, socialização e habilidades motoras são estabelecidas através de inúmeras conexões neurais. Por isso, acompanhar de perto os marcos do desenvolvimento infantil é crucial.

    Gestos como sentar, engatinhar, andar, apontar e as primeiras palavras são mais do que conquistas; são indicativos de um desenvolvimento saudável. Quando essas habilidades não surgem no tempo esperado, um olhar atento e a busca por apoio especializado se tornam essenciais.

    +Leia também: O tempo da criança: conheça os marcos do desenvolvimento infantil

    Um estudo recente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reforça o poder da intervenção precoce. Após quatro meses de atividades direcionadas a bebês de risco, 85% demonstraram avanços em postura e deslocamento, 71% na exploração de objetos e 57% no reconhecimento funcional de itens.

    Essa pesquisa evidencia que a estimulação precoce pode transformar o curso do desenvolvimento.

    Atualmente, especialistas em desenvolvimento infantil utilizam instrumentos validados para avaliar cinco áreas principais: cognição, linguagem, socialização, autocuidados e motricidade. Essa avaliação permite identificar cedo possíveis atrasos em relação à idade da criança e, se necessário, planejar uma intervenção individualizada.

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    Muitos pais se perguntam se é possível detectar algum problema em crianças tão pequenas. A resposta é sim. A ciência avançou, e hoje sabemos que, quanto mais cedo uma dificuldade é identificada, maiores são as chances de intervenção eficaz.

    Gestos simples, como apontar, mandar beijo ou dar tchau, precedem a fala e compõem a linguagem não verbal – uma etapa fundamental que não deve ser negligenciada.

    +Leia também: Tempo de qualidade com os filhos ajuda no desenvolvimento infantil

    Sinais de alerta precoces

    É fundamental que os pais estejam atentos a alguns sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação mais aprofundada:

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    • Contato visual: Bebês que consistentemente evitam olhar nos olhos, não acompanham o rosto dos pais ou não respondem ao sorriso social podem apresentar um sinal precoce de alerta;
    • Resposta ao nome: Por volta dos seis aos nove meses, a maioria das crianças reage ao ser chamada pelo nome, demonstrando atenção. A ausência ou baixa frequência dessa resposta após essa fase pode ser um indicativo para investigação;
    • Balbucio, gestos e fala: A ausência de balbucio, de gestos como apontar, acenar ou dar tchau, assim como o atraso no desenvolvimento da linguagem verbal, também merecem atenção especial. Espera-se que por volta de um ano a criança comece a usar sons variados na tentativa de se comunicar e a imitar onomatopéias (sons como “bum”, “tchuá”, “tu-tu”);
    • Interação social: É importante observar se a criança demonstra interesse em brincar com outras pessoas da mesma idade, se compartilha a atenção (olha na mesma direção que o adulto para um objeto) ou se prefere brincar sozinha de forma repetitiva e com pouco simbolismo;
    • Comportamentos motores repetitivos: Balançar as mãos, girar objetos por longos períodos ou alinhar brinquedos de maneira repetitiva podem ser características observadas em crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e exigem atenção.
    • Reações sensoriais incomuns: Algumas crianças podem apresentar reações exageradas ou ausência de reação a estímulos como sons, texturas, cheiros ou demonstrar desconforto em ambientes com muitos estímulos (como choro excessivo em parques ou festas).

    Importante frisar que a presença de um ou dois desses sinais isoladamente não significa que a criança esteja dentro do espectro autista ou tenha outros problemas do neurodesenvolvimento.

    No entanto, quanto mais sinais estiverem presentes e forem identificados precocemente, maior a necessidade de uma avaliação com profissionais especializados ou uma equipe multidisciplinar.

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    Lembre-se: atraso no desenvolvimento não é um diagnóstico definitivo, pode ser apenas falta de estímulos. Contudo, ignorar os sinais pode comprometer o futuro da criança. O acompanhamento multidisciplinar e ético é o caminho mais seguro.

    Agir com atenção, sensibilidade e informação é um ato de cuidado. E quando se trata de desenvolvimento infantil, o tempo é um fator crucial. Quanto mais cedo iniciamos a observação e a intervenção, maiores são as possibilidades de um futuro saudável e pleno para a criança, ajudando-a a alcançar seu potencial máximo.

    *Silvia Kelly Bosi é neuropsicopedagoga, especialista em autismo e perita judicial

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