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Os riscos dos tratamentos para dor divulgados nas redes sociais

Promessas de cura rápida para dor se espalham nas redes sociais, mas nem sempre têm base científica. Saiba como identificar informações confiáveis

Por Chloé Pinheiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
20 dez 2025, 04h00 •
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Falta de regras e controle expõe usuários das redes a discursos de ódio e violência.  (Foto: Veja Saúde/SAÚDE é Vital)
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  • Basta pesquisar por “tratamento para dor” no Google para que os algoritmos inundem o feed com conteúdos sobre o tema. Mas nem tudo o que aparece na internet é confiável. Informações online podem ser úteis, mas também enganosas — e, quando se trata de dor, esse risco aumenta, porque quem sofre costuma estar exausto e desesperado por uma solução rápida.

    É importante reconhecer: não existe um único tratamento, uma pílula mágica, um remédio isolado ou uma cirurgia capaz de resolver a dor crônica sozinha.

    A melhora depende de várias estratégias combinadas — medicamentosas, não medicamentosas, mudanças de hábito, cuidados biopsicossociais, sono adequado, alimentação, gerenciamento emocional e atenção ao ambiente e às relações. O tratamento envolve o corpo inteiro, e também a forma como você vive.

    No Brasil, levantamentos mostram que 68% das pessoas buscam no Google informações sobre tratamentos de saúde, e a prevalência de dor crônica é alta — cerca de 36,9% entre brasileiros acima de 50 anos.

    Isso cria um enorme mercado de buscas, e, junto com ele, uma avalanche de desinformação. A pesquisa mostra que a internet é terreno fértil para conteúdos enganosos, especialmente quando prometem “curas rápidas”, soluções naturais milagrosas ou métodos sem comprovação científica.

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    Vídeos no YouTube, sites comerciais e perfis de redes sociais frequentemente apresentam informações incompletas ou falsas sobre dor crônica.

    +Leia também: Mercadores da cura

    Como avaliar informações sobre dor na internet

    Diante disso, precisamos saber nos orientar. Buscar respostas rápidas é natural, mas nem tudo que está na rede é seguro. A seguir, um checklist simples para avaliar se um conteúdo merece confiança:

    • Quem é o autor?
      Identifique se é um profissional da saúde ou instituição séria. Perfis sem identificação ou com títulos duvidosos são sinal de alerta.
    • Há fontes confiáveis?
      Informações de qualidade citam estudos, diretrizes e instituições reconhecidas. Cuidado com conteúdos que dizem “cientificamente comprovados” sem mostrar de onde veio.
    • Promete cura rápida?
      Dor crônica não tem solução instantânea. Promessas de “cura em 7 dias”, “tratamento natural definitivo” ou “resultados garantidos” exigem desconfiança.
    • Linguagem sensacionalista?
      Frases como “o segredo que ninguém te contou” costumam indicar manipulação emocional, não ciência.
    • Está tentando te vender algo?
      Se o conteúdo rapidamente vira oferta de suplemento, kit, curso ou dispositivo, desconfie.
    • Explica riscos e limites?
      Tratamentos reais têm benefícios e contraindicações. Se não há ressalvas, há problema.
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    Pergunte-se sempre: Isso parece bom demais para ser verdade? Outros sites sérios dizem o mesmo? Meu profissional de saúde concordaria? Há interesse comercial por trás?

    Onde buscar informações confiáveis sobre dor

    Para informações confiáveis sobre dor, procure:

    • Instituições internacionais: CDC, NIH, NCCIH, IASP, Pain UK, Pain Australia
    • Em português: Ministério da Saúde, BVS/SUS, SBED, Adoc, conteúdos de universidades públicas (USP, UNIFESP, UFMG etc.)
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    Priorize sites que explicam como a dor funciona, não que oferecem apenas “receitas de cura”. Informação de qualidade faz parte do tratamento e ajuda a evitar frustrações e gastos desnecessários. Sempre que possível, leve o link ao seu profissional de saúde para avaliar se aquilo faz sentido para o seu caso.

    Boa informação é parte do cuidado.

    *Mariana Schamas-Esposel, BSc Kin, cinesiologista pela California State University, pós-graduada em Dor e coordenadora do curso Dor e Movimento do HCX USP.

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