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Uma a cada mil crianças nasce surda ou com perda auditiva severa

Promover o debate sobre a inclusão e propor reflexões sobre direitos são os objetivos do dia 26 de setembro, o Dia Nacional do Surdo

Por Felipe Monti Lora 26 set 2023, 09h57 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h43
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Surdez pode ser congênita ou surgir durrante a infância devido a infecções e outros problemas (Freepik/SAÚDE é Vital)
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Uma a cada mil crianças nasce surda ou com perda auditiva severa Priorizar nos meus resultados Google

Segundo uma pesquisa da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, a deficiência auditiva está entre os principais problemas em recém-nascidos no mundo todo.

A entidade aponta o nascimento de uma criança surda ou com algum grau severo de perda auditiva a cada mil.

A surdez congênita pode ser causada por inúmeros fatores, ente eles a genética, o uso de drogas ou doenças adquiridas pela mãe na gestação, como meningite, toxoplasmose e rubéola. 

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Esse é um assunto importante, uma vez que a audição desempenha um papel fundamental no crescimento infantil. Pela escuta se dá o aprendizado da linguagem e da fala, habilidades básicas para o andamento escolar e para o próprio desenvolvimento neuropsicológico.

Exames para detectar a surdez na infância

O teste da orelhinha, como é popularmente conhecida a triagem auditiva neonatal, deve ser feito ainda na maternidade a partir de 48 horas do nascimento.

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É rápido, indolor e detecta qualquer perda auditiva no recém-nascido, proporcionando aos pais uma conduta orientada de tratamento, que ajudará no desenvolvimento cognitivo da criança. 

+ Leia também: Atrasos no desenvolvimento da fala: como notar e contornar

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Já o Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico, conhecido como BERA, é indicado quando já há alguma suspeita de perda auditiva. Ele pode ser realizado desde recém-nascido ou em qualquer idade em que o médico identifique dificuldade do bebê em ouvir sons. 

Esse teste é importante para avaliar o desempenho auditivo e observar todo o sistema nervoso auditivo central. Também é muito aplicado em crianças com condições complexas, com alterações genéticas ou distúrbios neurológicos.

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O BERA é um exame não invasivo e indolor, que usa eletrodos para avaliar a receptividade de estímulos auditivos, e pode ser realizado com ou sem sedação, de acordo com a condição clínica da criança.

Na nossa instituição, ele é realizado em crianças a partir dos seis meses. Durante o procedimento não pode haver nenhum movimento que interfira na resposta elétrica, prejudicando seu resultado.

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Tratamento da surdez em crianças

Uma opção é o uso do implante coclear para crianças com perda auditiva bilateral, ou seja, nos dois ouvidos.

O procedimento, que exige uma avaliação criteriosa do médico, permite que os pacientes atinjam o mesmo desempenho auditivo e de linguagem que colegas ouvintes. 

Ele envolve a introdução cirúrgica de um aparelho na parte interna do ouvido por meio de uma pequena incisão na parte posterior da orelha. A parte externa do dispositivo é acoplada à interna 30 dias após a colocação. 

Quanto mais cedo se fizer o diagnóstico da surdez, melhores são as chances de desenvolvimento cognitivo, da linguagem e da fala da criança, permitindo seu pleno aproveitamento escolar e sua integração social.

Por isso, devemos sempre levar o “teste da orelhinha” da maternidade para avaliação do pediatra na primeira consulta, e estar atentos às respostas da criança durante seu crescimento!

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