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O Futuro do Diabetes

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Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista, pesquisador da USP de Ribeirão Preto e criador do Endodebate e do Diacordis. Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do diabetes

Semaglutida: o que se sabe sobre possível risco ocular raro

Anvisa divulgou um alerta sobre a notificação de casos de perda de visão possivelmente associados ao uso do princípio ativo presente no Ozempic e Wegovy

Por Carlos Eduardo Barra Couri
12 jul 2025, 05h00 •
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Semaglutida é princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy (Foto: David Petrus Ibars/Getty Images)
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  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou recentemente um alerta sobre a notificação de casos de perda de visão possivelmente associados ao uso da semaglutida, princípio ativo presente no Ozempic, Wegovy e Rybelsus, amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

    O evento adverso em questão é a neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NAION), uma condição rara caracterizada por perda súbita e indolor da visão, causada por redução do fluxo sanguíneo para o nervo óptico.

    Segundo dados internacionais de farmacovigilância (incluindo agências dos Estados Unidos e da Europa, e estudos observacionais recentes), um estudo de coorte dinamarquês e norueguês identificou 32 casos de NAION entre aproximadamente 60 mil pacientes tratados com semaglutida.

    + Leia também: Milagre ou receita de risco? Discutindo a manipulação de semaglutida e tirzepatida

    Esse número representa um risco absoluto muito pequeno, com estimativa aproximada de 1 caso adicional para cada 10 000 pacientes/ano de uso. É importante reforçar que, até o momento, não existe comprovação definitiva de uma relação causal direta entre a utilização de semaglutida e o desenvolvimento da NAION.

    A maior parte dos dados disponíveis tem como embasamento estudos retrospectivos envolvendo populações com diabetes, que por si só já apresentam risco aumentado para complicações oculares em função da própria doença e de comorbidades associadas.

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    Como sempre na ciência médica, a detecção de um possível sinal de risco exige monitoramento rigoroso e estudos adicionais, mas sem pânico.

    Não há, neste momento, qualquer recomendação para suspensão ou mudança do tratamento em pacientes que fazem uso da semaglutida, sem orientação médica individualizada.

    + Leia também: Como fica a nutrição e a saúde cardíaca de quem toma Ozempic ou Mounjaro?

    No entanto, a Anvisa orienta que caso surjam sinais de alerta ocular, como visão turva, piora rápida na vista ou perda súbita do sentido, durante o tratamento com semaglutida, os pacientes devem ser orientados a contatar seu médico imediatamente.

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    Caso a NAION seja confirmada, o tratamento com semaglutida deve ser interrompido preventivamente.

    Vale lembrar que os benefícios da semaglutida continuam bem estabelecidos em grandes estudos clínicos: melhora do controle glicêmico, redução do risco cardiovascular (infarto e AVC), proteção renal, melhora hepática e redução de peso. São avanços significativos no cuidado de milhões de pessoas ao redor do mundo.

    O alerta da Anvisa demonstra o funcionamento proativo da farmacovigilância. Novos estudos prospectivos e de longo prazo ainda serão necessários para elucidar definitivamente a existência (ou não) de uma associação causal entre a semaglutida e o risco visual.

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    Por ora, o mais importante é: nenhuma alteração de tratamento deve ser feita sem avaliação criteriosa entre paciente e médico. Acompanhamento regular continua sendo a base do cuidado.

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