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O Futuro do Diabetes

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Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista, pesquisador da USP de Ribeirão Preto e criador do Endodebate e do Diacordis. Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do diabetes

“Wegovy pill”: Novo comprimido antiobesidade é submetido à Anvisa

Versão oral da semaglutida pode ampliar o acesso ao tratamento da obesidade com eficácia semelhante à injetável

Por Carlos Eduardo Barra Couri
2 fev 2026, 16h52 •
wegovy-pill
Comprimidos de Wegovy na dose oral mais baixa, de 1,5 mg (Novo Nordisk/Divulgação)
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  • A revolução contra a obesidade pode estar entrando em uma nova fase. A Novo Nordisk, submeteu à Anvisa hoje, 2 de fevereiro de 2026, a versão oral do seu já conhecido medicamento Wegovy.

    O comprimido, batizado informalmente de Wegovy Pill (semaglutida oral 25 mg), representa um marco importante na luta contra o excesso de peso: é o primeiro GLP-1 oral de alta potência voltado ao tratamento da obesidade. A submissão à agência regulatória brasileira vem logo após o início da comercialização nos Estados Unidos.

    A proposta é oferecer uma alternativa eficaz para pacientes que buscam controle de peso e prevenção de doenças associadas, mas que enfrentam barreiras com o uso de injetáveis. Nos estudos clínicos o comprimido demonstrou eficácia semelhante à da versão subcutânea, podendo facilitar a adesão ao tratamento de longo prazo.

    +Leia também: Wegovy Pill: pílula com ativo da caneta é aprovada para obesidade nos EUA

    Estudos clínicos sustentam eficácia da versão oral

    A base para a submissão regulatória está no robusto programa de estudos clínicos OASIS, com destaque para o estudo de fase 3 OASIS 4.

    Nesta pesquisa, adultos com obesidade ou sobrepeso (com ao menos uma comorbidade associada e sem diabetes) que usaram Wegovy Pill por 64 semanas, em associação com dieta e exercícios, perderam em média 17% do peso corporal — um resultado significativamente superior ao do grupo placebo, que perdeu apenas 2,7%.

    Esse dado é particularmente relevante, pois posiciona a versão oral como uma alternativa real às canetas antiobesidade. É o mesmo princípio ativo — a semaglutida — com eficácia e segurança comparáveis, agora em forma de comprimido. Os efeitos adversos observados foram predominantemente gastrointestinais, leves ou moderados, e já esperados para essa classe de medicamentos.

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    Do consultório ao cotidiano: o impacto de uma nova via de administração

    Na prática, a possibilidade de um comprimido diário muda o jogo para muitos pacientes. A necessidade de aplicação subcutânea, embora eficaz, ainda é uma barreira para parte da população — por medo de agulhas, dificuldades motoras ou pela logística envolvida. Com a versão oral, a adesão ao tratamento pode aumentar significativamente.

    “É a mesma eficácia da semaglutida para perda de peso, agora em uma apresentação que facilita a vida das pessoas”, declarou Priscilla Mattar, vice-presidente médica da Novo Nordisk no Brasil.

    A semaglutida em comprimido também visa reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores, como infarto, AVC e morte cardiovascular, em adultos com obesidade ou sobrepeso e doenças associadas.

    Isso alinha a proposta do fármaco com o conceito moderno de cardiometabolismo — uma área que une, dentre outras condições, a obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, renais e hepáticas.

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    Adesão x conveniência: um novo dilema clínico

    Apesar dos avanços, a versão oral da semaglutida ainda exige cuidados. Por se tratar de um peptídeo, o comprimido deve ser ingerido em jejum e com pouca água, além de obedecer rigoroso intervalo antes da próxima refeição. Isso pode impactar a adesão em longo prazo, especialmente se comparado à praticidade de uma injeção semanal.

    Ainda assim, trata-se de um divisor de águas. O que antes era exclusivo das agulhas agora entra pela boca, e isso pode mudar radicalmente o acesso, a aceitação e os desfechos clínicos no tratamento da obesidade.

    O que esperar agora?

    Com a submissão à Anvisa, a expectativa é que o Wegovy Pill esteja disponível nas farmácias brasileiras nos próximos meses. Caso aprovado, será o primeiro agonista de GLP-1 oral com indicação específica para obesidade — um feito inédito.

    Enquanto isso, especialistas e pacientes aguardam com entusiasmo a possibilidade de incluir mais essa ferramenta no arsenal terapêutico. Afinal, combater a obesidade exige abordagens integradas, eficazes e, acima de tudo, acessíveis.

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