O ano mais quente da história… até agora
2024 ultrapassou o índice de 1,5ºC tido como limite para conter danos climáticos

O centro de estudos para o clima Copernicus, ligado à União Europeia, anunciou que o aquecimento global no ano passado foi de 1,6ºC em relação ao período pré-industrial.
A marca é maior do que o 1,5ºC estabelecido pelo Acordo de Paris, em 2015, como tentativa de brecar os efeitos das mudanças climáticas. Cabe esclarecer que é preciso que a temperatura siga assim por um período para confirmar os riscos à vista.
“De qualquer forma, é uma notícia grave”, aponta o físico Alexandre Araújo Costa, da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
A expectativa era de que se atingisse essa nova média em 2042, mas agora a projeção caiu para 2030. “Ainda temos chances matemáticas de conter a subida do termômetro, mas isso implica um giro radical nas políticas globais”, diz o professor.
Dados que preocupam
- Sem medidas para deter o aquecimento global, haverá um aumento médio de 3 graus em 2100.
- Nesse cenário, cidades podem ter ondas de calor com duração de até um mês.
- E mais de 600 milhões de pessoas no mundo estarão sujeitas a inundações.
Consequências para todos os lados
A diferença entre 1,5ºC e 2ºC parece pouco, mas cada grau centígrado conta para evitar as projeções pessimistas em diversas searas:
- Animais e plantas: espécies podem desaparecer e tantas outras migrarão, desequilibrando ecossistemas.
- Termômetro: o valor de 1,6ºC é uma média. Em alguns lugares, a elevação térmica já supera esse índice.
- Desastres: só no Brasil, o número de eventos extremos já se elevou 1 000% nos últimos 20 anos.
- Doenças: As arboviroses, como dengue e chikungunya, estão cada vez mais frequentes.
- Alimentação: A produção de comida já é afetada pelo clima. Os preços no supermercado que o digam!
- Óbitos: Além dos atingidos pelos desastres, mortes devido ao calor aumentam a cada ano.
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