🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Estimulantes de apetite para crianças

Na esperança de ver o filho raspar o prato muita gente recorre aos estimulantes. Conheça prós e contras e saiba quando eles de fato podem ser eficazes

Por Redação M de Mulher 10 set 2013, 22h00 | Atualizado em 4 jul 2026, 11h27
apetite
Nem sempre é fácil fazer o pequeno comer.  (Foto: Flavia Pinho/SAÚDE é Vital)
Continua após publicidade
Estimulantes de apetite para crianças Priorizar nos meus resultados Google

“Meu filho não come, doutor.” Essa é uma das queixas mais ouvidas pelos pediatras de todos os tempos e hoje, em plena era de epidemia de obesidade, não é diferente. Segundo o pediatra Ruy Pupo Filho, autor do livro Como Educar Seus Filhos (Ed. Campus/ Elsevier), a maioria das mães pede a prescrição de fortificantes para estimular o apetite dos pequenos.

Há cerca de um século osfortificantes têm o suposto poder de fazer milagres e, acreditam as pessoas, se não funcionarem, mal também não irão causar. Mas ao contrário do que se pensa, estimulantes de apetites não são substâncias inocentes e podem, sim, provocar efeitos colaterais perigosos se ingeridos sem necessidade.

O tipo mais popular de fortificante não passa de um composto de vitaminas, ferro e cálcio, em proporções que variam de acordo com a marca. E só funciona como estimulante de apetite, garantem os especialistas, se a causa da inapetência for alguma deficiência de nutrientes. Crianças anêmicas, por exemplo, podem se beneficiar. A ingestão de ferro corrige o problema e, como conseqüência, o apetite volta ao normal.

Perigos da automedicação

“O problema começa quando entra em cena a automedicação. Ingerir suplemento de ferro sem necessidade provoca diversos efeitos colaterais. “A substância se deposita em locais como o fígado, o baço e a medula óssea, levando a um funcionamento inadequado desses órgãos”, alerta a nutróloga Roseli Sarni, presidente do departamento de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. “O uso exagerado de complementos vitamínicos também pode aumentar a prevalência de doenças na vida adulta, como câncer de pulmão”, diz ela. Quem compra fortificante sem prescrição médica corre ainda outro risco, o de mascarar sintomas de males, como alguns tipos de tumores infantis.

E o que também é grave: pode levar para casa fórmulas que aliam as vitaminas a um anti-histamínico. “Esses remédios, utilizados em casos de alergia, atuam no sistema nervoso central e apresentam o aumento da vontade de comer como efeito colateral transitório. Só que, além disso, causam sonolência, distúrbios do humor, perda da capacidade de concentração e, consequentemente, prejuízo no desempenho escolar”, adverte o pediatra Roberto Bittar, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone branco com a tela exibindo um aplicativo de notícias, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).