Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Saúde por apenas 4,99

A causa da dor no chikungunya

O incômodo nas articulações é um dos principais temores dessa doença. Cientistas descobrem os fatores que aumentam o risco de desenvolver a complicação

Por André Biernath
4 out 2018, 10h54 • Atualizado em 8 Maio 2023, 18h06
dor chikungunya
Quanto antes as pontadas e a rigidez aparecem, pior o prognóstico (Foto: Alex Silva/A2 Estúdio)
Continua após publicidade
  • Transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, o vírus chikungunya invadiu o Brasil e atingiu mais de 235 mil pessoas só em 2016. A infecção provoca sintomas moderados, mas alguns indivíduos passam a sofrer uma dor constante nas articulações, geralmente provocada por uma inflamação.

    Experts brasileiros acompanharam 207 pacientes e descobriram que a gravidade inicial do chikungunya logo nos primeiros dias é o principal fator que determina o risco de o incômodo perdurar por vários meses (ou até anos). “Nesses casos, é ainda mais importante prescrever o tratamento reumatológico quanto antes para evitar as complicações posteriores”, esclarece a médica Claudia Marques, da Universidade Federal de Pernambuco, uma das responsáveis pela pesquisa, apresentada no último Congresso Europeu de Reumatologia, realizado em Amsterdã, na Holanda.

    A especialista aponta que existem dois quadros diferentes da dor pós-chikungunya. “O primeiro está relacionado à inflamação em si e é muito parecido com a artrite reumatoide, enquanto o segundo não tem esse caráter inflamatório e não sabemos ainda a razão de ele aparecer”, conta. Suspeita-se que as próprias partículas do vírus ficam presas nas articulações e estejam por trás desse sintoma doloroso .

    O que fazer?

    Para dar um alívio aos pacientes, recentemente a Sociedade Brasileira de Reumatologia lançou um documento com recomendações para o diagnóstico e o tratamento dessa chateação nas juntas causada pela doença infecciosa. A partir da experiência dos médicos principalmente da região Nordeste do país, onde o número de casos se mostrou mais alto, foi possível criar essa orientação.

    “A terapia começa com medicações analgésicas e, se o quadro avançar para uma inflamação, lançamos mão de drogas como os corticoides e o metotrexato”, resume Claudia. Sessões de fisioterapia também ajudam bastante na recuperação. Vale ressaltar que a escolha dos fármacos deve ser feita sempre pelo médico.

    Continua após a publicidade

    A verdade é que, assim como o vírus zika, a chikungunya pegou todo mundo de surpresa. “Não tínhamos experiência nenhuma quando a epidemia bateu à nossa porta e tivemos que aprender conforme os pacientes apareciam”, relata a especialista. Por mais que o número de casos tenha diminuído em 2017 e 2018, a expectativa é que eles voltem a subir nas próximas temporadas de verão, período do ano com as maiores taxas de transmissão.

    *O jornalista viajou para o Congresso da Eular a convite da farmacêutica Abbvie

    Publicidade
    Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Sua saúde merece prioridade!
    Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.