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Acromegalia: entenda o que é a doença, suas causas e tratamentos disponíveis

Confundida com o gigantismo, condição costuma se manifestar mais tarde na vida

Por Thiago Müller
29 dez 2025, 14h44 •
acromegalia
Imagem de manual médico dos anos 1920 mostra paciente com acromegalia, com alterações perceptíveis nas mãos (Reprodução/Wikimedia Commons)
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  • A acromegalia é uma condição rara, mas grave, caracterizada pelo excesso de hormônio do crescimento (conhecido pela sigla em inglês HGH) no corpo. Isso afeta os ossos, cartilagens e tecidos moles, provocando crescimento anormal. Normalmente essa alteração é causada por tumores, que precisam ser combatidos para que a acromegalia cesse.

    O problema é bem parecido com o gigantismo, com uma diferença importante em relação ao momento em que se manifesta: enquanto o gigantismo ocorre com hipersecreção do hormônio na infância – normalmente acompanhada de puberdade tardia –, antes do fechamento do processo de crescimento, a acromegalia costuma se dar entre os 20 e 40 anos de idade.

    Causas

    Geralmente, a acromegalia é causada por um tumor na base do cérebro, tecnicamente chamado de adenoma hipofisário, que leva ao aumento na liberação do HGH. É esse hormônio que estimula o crescimento físico e, também, o metabolismo.

    A disfunção leva a alterações metabólicas e ao crescimento característico da acromegalia.

    Sintomas

    As principais manifestações da acromegalia são o engrossamento dos traços faciais, inchaço dos tecidos moles (principalmente nas mãos e pés), além da pele se tornar mais espessa e, na maioria das vezes, escurecer.

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    Traços ósseos e cartilaginosos também podem crescer: se for na mandíbula, pode causar protusão ou problemas para fechar a arcada dentária. Na laringe, voz rouca e grave. Ainda podem ocorrer crescimentos na cartilagem do tórax, apresentando um formato de barril.

    No caso de ocorrer crescimento das cartilagens de articulações, podem surgir sintomas como necrose, erosão ou artrite degenerativa e incapacitante.

    Também podem ocorrer aumento dos pelos e também das glândulas sudoríparas. Por isso, frequentemente portadores da doença se queixam de suar excessivamente ou apresentarem odor corporal forte.

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    Em função do tumor, a doença pode ser acompanhada de neuropatias. Como os nervos costumam ser comprimidos, podem ocorrer dores de cabeça e até perda de visão. Órgãos também podem ser atingidos em função desse crescimento: ocorrências no fígado, coração, rins, baço, pâncreas, cólon ou tireoide são comuns.

    No caso do coração, o processo pode ser acompanhado por doenças arteriais, cardiomiopatia ou hipertensão arterial. O risco de morte por doenças cardíacas pode ser duplicado, embora isso ocorra em somente um terço dos portadores de acromegalia.

    Também podem haver protuberâncias no cólon, chamadas de pólipos, que requerem atenção, já que podem ser precursores de câncer e devem ser retirados.

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    Existe tratamento para a acromegalia?

    A acromegalia normalmente pode ser manejada com cirurgia, intervenções médicas ou radioterapia, conforme a situação individual de cada caso. O processo atua em três frentes: controlar os níveis de hormônio do crescimento, a massa do tumor e prevenir as comorbidades.

    Como é uma doença com múltiplas manifestações, a acromegalia exige manejo com equipe multidisciplinar: o acompanhamento por endocrinologista, neurocirurgião, radioterapeuta e neurorradiologista é ideal.

    Embora haja bastante melhora com o tratamento, ainda podem persistir os problemas articulares e as concentrações hormonais nem sempre acompanham a remissão do tumor. A acromegalia pode afetar a qualidade de vida de pacientes que convivem com ela mesmo após tratamento, e o acompanhamento psicológico é essencial.

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