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Adrenalina: o que é e como deve ser usada substância que causou morte de criança

Óbito de menino em Manaus chamou atenção para uso incorreto de medicamento, que emula ação de hormônio e neurotransmissor de mesmo nome

Por Maurício Brum
1 dez 2025, 10h03 •
adrenalina-epinefrina
Adrenalina injetável é famosa no combate ao choque anafilático, mas suas indicações vão além disso (./Reprodução)
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  • Um menino de 6 anos morreu em Manaus após receber uma dosagem errada de adrenalina em um hospital da cidade. Benício Xavier de Freitas havia sido levado ao serviço de saúde em 23 de novembro, apresentando tosse seca e um quadro suspeito de laringite.

    Segundo a família, a criança já havia recebido adrenalina anteriormente por meio da nebulização, mas a indicação feita pela média que atendeu o caso na ocasião surpreendeu: três doses de 3 ml de adrenalina intravenosa, a cada 30 minutos.

    Benício apresentou uma piora súbita após a primeira administração do medicamento, precisou ser levado para a UTI e, após múltiplas paradas cardíacas, acabou não resistindo.

    O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e a médica responsável pelo atendimento já admitiu, por escrito, o erro na receita. Ela e a técnica de enfermagem que administrou o medicamento foram afastadas pelo hospital.

    O episódio chamou atenção para os perigos do uso incorreto da adrenalina, um hormônio produzido naturalmente pelo corpo que também tem indicações médicas específicas, mas precisa ser administrado com cuidado para evitar efeitos colaterais graves.

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    O que é a adrenalina

    A adrenalina é um hormônio produzido pelas glândulas adrenais (daí o nome), que ficam acima dos rins. Em situações naturais, ela é liberada em resposta a situações de estresse agudo, provocando uma reação imediata no corpo. A resposta rápida é diferente daquela promovida pelo cortisol, o “hormônio do estresse”, que tem uma ação mais longa e sustentada.

    Também chamada de epinefrina, a adrenalina atua ainda como um neurotransmissor cuja função mais famosa é a de regular a sensação de excitação diante de determinadas situações em que a pessoa se sente em risco, ativando o foco, a atenção e, dependendo do caso, o instinto de fuga diante de um perigo.

    As respostas sistêmicas que a adrenalina provoca no organismo fazem com que ela também seja de interesse médico e, por isso, sua versão sintética é usada como remédio em situações específicas.

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    Quando ela é utilizada

    Um dos usos mais rotineiros da adrenalina ou epinefrina é em canetas para injeção intramuscular diante de reações alérgicas severas. A administração da substância ajuda a relaxar os músculos que podem bloquear a passagem de ar, prevenindo o agravamento mais perigoso de um choque anafilático. O impacto sobre a respiração também a torna uma alternativa para casos de asma, na versão inalável.

    Benício foi internado com sintomas respiratórios e já havia utilizado a adrenalina na nebulização (ou seja, de forma inalável) anteriormente.

    Mas, além de ajudar a abrir as vias aéreas, a epinefrina tem outros impactos sistêmicos, especialmente quando é administrada por via intravenosa, como ocorreu equivocadamente no caso em Manaus. Dependendo da dosagem e do uso, ela pode estimular os batimentos cardíacos, aumentar a pressão arterial e dilatar as pupilas.

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    Todos esses efeitos podem ter indicações médicas, como auxiliar em uma ressuscitação ou em cirurgias oculares, por exemplo (dependendo da situação, pode ser indicada a noradrenalina, com funções similares, mas que atua sobre receptores diferentes).

    Entretanto, se a dosagem e a administração forem inadequadas, essa resposta produzida pela adrenalina no organismo pode ser extrema podendo levar a paradas cardíacas, entre outras complicações fatais.

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