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Em coma há 10 anos: entenda quadro de Anita Harley, a herdeira da Pernambucanas

Dona de fortuna estimada em R$ 2 bilhões, empresária está inconsciente desde AVC em 2016, gerando disputa por controle do império das Casas Pernambucanas

Por Maurício Brum 24 mar 2026, 13h56 •
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Anita Harley é herdeira de praticamente metade da holding que controla as Pernambucanas (Globoplay/Reprodução)
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  • Há quase 10 anos, uma das mulheres mais ricas do Brasil não controla a própria fortuna: a história de Anita Harley, herdeira de praticamente metade da holding vinculada às Casas Pernambucanas, voltou a ganhar destaque nos primeiros meses de 2026, com o lançamento de um documentário do Globoplay que relata seu drama e a briga em torno de seu testamento.

    As idas e vindas começas com um acidente vascular cerebral (AVC) ocorrido em novembro de 2016, que deixou Anita em coma. Seu quadro não apresenta prognóstico de melhora, mas oficialmente a empresária de 78 anos segue viva, embora incapaz de responder ou tomar decisões.

    O imbróglio se complica ainda mais porque ela não tem filhos biológicos nem deixou testamento escrito, gerando uma disputa pelo controle da fortuna, estimada em R$ 2 bilhões. Esse é o pano de fundo da série documental O Testamento – O Segredo de Anita Harley, que estreou recentemente no Globoplay.

    Mas, afinal, quando um coma se prolonga por tanto tempo? E é possível despertar desse estado após um período tão longo?

    O que é o coma e por que ele pode se prolongar tanto?

    Um coma é um estado de inconsciência profunda em que uma pessoa depende de assistência médica intensiva para seguir viva. Ele pode ocorrer em função de uma série de problemas de saúde, incluindo AVC, infecções, casos descontrolados de diabetes, overdoses (de drogas e medicamentos), traumas na cabeça causados por acidentes ou quedas, entre outras.

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    Quando está nesse estado, a pessoa não reage a estímulos externos e apresenta atividade cerebral mínima. Também não há maneira garantida de despertá-la: nos casos considerados reversíveis, sem a presença de lesões cerebrais incontornáveis, a expectativa é que o próprio corpo reaja ao tratamento recebido e sejam restabelecidas as conexões neurais e a consciência.

    Mas isso pode não acontecer, mesmo após vários anos de espera.

    Essa é a grande diferença entre um coma “de verdade” e o chamado coma induzido: no segundo caso, a inconsciência é provocada por uma sedação profunda intermediada por medicamentos, um processo controlado e reversível que é realizado em ambiente hospitalar. A ideia é proteger o cérebro ao reduzir sua atividade, em situações de emergência.

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    É possível acordar de um coma tão longo?

    Depende. Sabe-se que, quanto mais longo um coma, menor a probabilidade de que a pessoa volte a recobrar a consciência. Mas, se o problema que causou a inconsciência não produziu lesões cerebrais irreversíveis, em tese sempre existe a possibilidade de que uma pessoa venha a despertar a qualquer momento, de surpresa e por razões que a ciência ainda não compreende totalmente.

    Embora o caso de Anita Harley pareça irreversível diante da ausência de sinais de melhora, a história da medicina tem registro de comas muito mais longos que o dela, inclusive com relatos (raríssimos) de pacientes acordando.

    O caso mais duradouro conhecido de uma pessoa que despertou é o da canadense Annie Shapiro, que sofreu um derrame aos 50 anos em 1963 e passou 29 anos inconsciente. Após finalmente despertar, em 1992, ela ainda viveu por outros 11 anos.

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    Em geral, porém, é extremamente incomum que um coma seja revertido se ele dura mais que dois meses. Os já raros casos de pacientes comatosos que acabaram recobrando a consciência após vários anos não costumam durar uma década nesse estado.

    Quando uma pessoa se aproxima do tempo de inconsciência de Anita Harley, o mais provável é que permaneça em coma até o fim da vida.

    O exemplo mais longo já registrado é o da americana Edwarda O’Bara, que passou mais de 42 anos inconsciente após entrar em coma diabético no começo de 1970, seguindo assim até sua morte, em 2012.

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