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Carnaval: conheça as doenças transmitidas pelo beijo

Maioria das infecções que vêm da saliva “passa sozinha” sem complicações, mas alguns casos específicos exigem cuidados extras

Por Maurício Brum
11 fev 2026, 09h18 •
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Não precisa deixar de beijar muito na folia, mas vale conhecer os riscos caso algum sintoma surja depois (Nereid Ndreu/Unsplash)
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  • O beijo na boca em desconhecidos é uma marca registrada do Carnaval. Mas essa parte dos festejos, que para muitos foliões é o grande atrativo da data, também pode trazer alguns riscos à saúde. Afinal, não são poucas as doenças que podem ser transmitidas pela saliva, causando incômodo nos dias seguintes à celebração.

    É improvável que você deixe de beijar por conhecer os riscos, mas não custa nada se familiarizar com os possíveis problemas que podem surgir desse contato mais íntimo, caso precise procurar orientação médica diante de sintomas mais chatos.

    Embora a maioria das doenças transmitidas pelo beijo não evolua para casos mais graves, a situação é diferente em pessoas que tenham algum comprometimento imunológico. Nesse cenário, as infecções podem evoluir para quadros mais graves como uma pneumonia ou meningite, dependendo do patógeno.

    Por isso, vale ficar atento a sinais como febre muito alta ou sintomas que permanecem por tempo demais. Conheça alguns dos culpados em potencial para as encrencas após beijar na folia.

    +Leia também: Calorão no Carnaval: 5 dicas para sobreviver aos bloquinhos

    Mononucleose

    É a “doença do beijo” por excelência, causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e, embora seja comum na infância e adolescência, surtos em adultos são recorrentes no Carnaval. Estima-se que até 95% da população já tenha sido exposta ao EBV em algum momento da vida.

    A doença costuma ser autolimitada (geralmente passa sozinha), mas, enquanto a infecção está em andamento, pode provocar incômodos diversos: inchaço dos linfonodos, dor de garganta, febre, dores musculares e fadiga.

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    Herpes labial

    O sintoma característico da herpes labial nem sempre é visível, mas, quando ocorre, pode ser uma dica para evitar beijar na boca: bolhas no lábio, que podem gerar feridas com marcas de cicatrização.

    O problema é que o vírus herpes simplex tipo 1 também pode ficar “dormente” em nosso corpo sem produzir sintomas óbvios e, ainda assim, acabar transmitido pela saliva.

    Citomegalovírus

    Da mesma família da herpes, esse vírus conhecido pela sigla CMV não costuma gerar efeitos muito graves em adultos – o mais comum é ter uma febre baixa e um mal-estar sem explicação aparente, como uma virose qualquer, que passa sozinha após alguns dias.

    A preocupação maior com o CMV é se você estiver gestando ou com suspeita de gravidez, já que o vírus pode render uma infecção congênita que leva a complicações neurológicas, visuais e auditivas nos fetos.

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    Infecção por estreptococo

    Estreptococos são bactérias que estão entre as principais culpadas da faringite, geralmente acompanhada de febre alta. Ainda que as doenças estreptocócicas sejam muito mais comuns na infância, até 15% dos casos podem ocorrer em adultos, com os micróbios sendo transmitidos também pelo beijo.

    Por ser de origem bacteriana, pode exigir antibióticos. E é bom tratar corretamente: infecções de garganta mal curadas podem render até problemas cardíacos no longo prazo.

    Doenças respiratórias

    Todas as doenças respiratórias de origem viral costumam ser transmitidas por partículas de saliva que expelimos quando tossimos, espirramos, falamos… ou beijamos. A lista inclui o influenza, que causa a gripe, e a covid-19. Manter a vacinação em dia ajuda a reduzir drasticamente os perigos de complicações, mas não o torna invulnerável a desenvolver alguns sintomas.

    Caxumba

    A infecção por caxumba se tornou mais rara nas últimas décadas graças às campanhas de vacinação com a tríplice viral, que também defende contra sarampo e rubéola, mas eventualmente há surtos dessa doença, que pode ser transmitida pelo beijo.

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    Complicações raras, mas sérias, da caxumba, incluem meningite, encefalite, surdez e até infertilidade.

    E as ISTs?

    Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são outra das grandes preocupações do carnaval, associadas às relações desprotegidas. O uso de preservativos, além de ser um método contraceptivo, é a única maneira (além da abstinência sexual) de se proteger contra esses perigos no sexo. Mas é possível pegar uma IST pelo beijo?

    Em tese, sim. Doenças como a sífilis podem acabar passando pela saliva, mas, para isso, é preciso que as pessoas envolvidas no beijo tenham feridas abertas na boca (fique atento: essas lesões podem ser indolores e passar despercebidas!). O risco das ISTs é muito maior no sexo mesmo, mas não dá para dizer que é 100% impossível pegar algumas delas só beijando.

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