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Cor e fluxo diferentes na menstruação podem indicar doenças?

Alterações na intensidade e sangramentos fora de hora devem ser avaliados por um médico

Por Priscila Carvalho, da Agência Einstein*
4 ago 2021, 12h30 • Atualizado em 10 abr 2023, 16h56
a cor da menstruação
Algumas alterações na menstruação merecem ser discutidas com o médico. (Ilustração: Veridiana Scarpelli/SAÚDE é Vital)
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  • Marrom, vermelho escuro e até rosado. O sangue menstrual pode ter vários tons e isso não é necessariamente um problema. Mais importante do que a cor, são as mudanças no fluxo, que, às vezes, sinalizam algum distúrbio. Por isso a mulher deve estar sempre atenta às características do seu ciclo, inclusive a duração.

    Aquele sangue amarronzado — que lembra borra de café — não indica doenças por si só; é apenas um sinal de que já houve oxidação. Ele costuma aparecer logo no início ou no fim de cada período. Também pode ocorrer no formato de escapes, quando sai em pequenas quantidades.

    O tom vermelho vivo significa que o endométrio (a camada que recobre o útero) acabou de descamar. Nesses casos, o sangramento pode ser grande e até mesmo em formato de coágulos, como se fossem pedaços mais viscosos.

    alterações na intensidade e sangramentos fora de hora merecem atenção. “Esses sinais podem, sim, indicar doenças”, diz Lilian Fiorelli, uroginecologista e especialista em sexualidade feminina pela Universidade de São Paulo (USP).

    + Leia também: O ciclo menstrual influi no ânimo para se exercitar

    Os problemas mais comuns por trás do fluxo anormal são pólipos, miomas, lesões no colo do útero e alterações hormonais. Se a perda excessiva de sangue não é interrompida, há risco de anemia.

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    Por outro lado, uma diminuição abrupta ou mesmo a interrupção do fluxo menstrual não raro aponta para a síndrome dos ovários policísticos. A ginecologista Larissa Cassiano, especializada em gestação de alto risco pela USP, destaca que o quadro também decorre do excesso atividade física.

    A influência de medicações

    Alguns remédios de uso contínuo afetam a quantidade do fluxo. Tratamentos para o hipotireoidismo, por exemplo, podem levar a um sangramento maior, principalmente em casos de superdosagem. Drogas que levam estrogênio na fórmula também. Por outro lado, certos anti-inflamatórios às vezes reduzem a intensidade da menstruação.

    O que é a menstruação?

    Ela nada mais é do que a descamação do endométrio. Ao longo do ciclo da mulher, que dura em média 28 dias, esse tecido vai ficando mais espesso para acomodar uma possível gestação. Se isso não acontece, ele é eliminado. A duração do sangramento varia de dois a oito dia.

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    Às vezes, gestantes têm um pequeno sangramento no início da gravidez, que pode ser confundido com a menstruação. Por isso, vale frisar: qualquer mudança, especialmente se vier acompanhada de outros sintomas, deve servir de alerta.

    *Esse texto foi publicado originalmente na Agência Einstein.

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