🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Covid-19 pode causar dificuldade para engolir

A chamada disfagia seria provocada pelos efeitos do coronavírus em si ou por procedimentos como a intubação prolongada

Por Alexandre Raith, da Agência Einstein* 6 ago 2021, 12h06 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h00
dificuldade para engolir
Após a Covid-19, pessoas podem ter dificuldade para engolir alimentos. (Foto: Luiz Rogerio Nunes/Unsplash/Divulgação)
Continua após publicidade
Covid-19 pode causar dificuldade para engolir Priorizar nos meus resultados Google

Algumas pessoas com Covid-19 têm apresentado disfagia, que é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou saliva. Esse problema de deglutição é mais comum em quem passou por um longo período de intubação — porém, parece haver outros fatores por trás dessa consequência.

“Podemos citar o comprometimento neurológico que afeta certos pacientes e o processo inflamatório da infecção, que também atinge músculos”, informa Carolina Silvério, fonoaudióloga e coordenadora do Departamento de Disfagia da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBF). Essas duas consequências dificultam a coordenação da musculatura responsável pela deglutição, ao mesmo tempo em que a enfraquecem.

No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, 29,8% dos 8 mil atendimentos fonoaudiológicos realizados desde março de 2020 para a reabilitação de pacientes com Covid-19 estão relacionados com sequelas na capacidade de deglutição e alimentação. A informação é do Jornal da USP no Ar 1ª Edição.

+ Leia também: “Precisamos criar um protocolo nacional de assistência pós-Covid”

Mas a fonoaudióloga da SBF explica que, independentemente da enfermidade, pacientes que passam longos períodos intubados e sob sedação apresentam risco de disfagia por diversos motivos. Entre eles:

Continua após a publicidade

• A pouca mobilidade piora a musculatura do corpo inteiro, inclusive a que participa da deglutição e da respiração

• Como o fluxo respiratório é direcionado do ventilador diretamente para os pulmões, as regiões faringolaríngeas (na altura da garganta) deixam de trabalhar adequadamente. Essa ociosidade, com o tempo, reduz a sensibilidade das estruturas que participam da deglutição

• O posicionamento da cânula de intubação mantém a laringe aberta e pode gerar machucados, que também dificultam o ato de engolir um alimento ou líquido.

Continua após a publicidade

É importante destacar que nem todos os pacientes intubados ou com Covid-19 sofrem com a disfagia. No entanto, Carolina alerta que o risco de entrada de saliva, líquidos e alimentos nos pulmões é consideravelmente maior nesses contextos.

“A literatura anterior à Covid-19 aponta que a prevalência da disfagia após a extubação é de 62% entre os pacientes críticos”, afirma. “Boa parte pode apresentar uma resolução total após a reabilitação. Mas alguns seguem com a disfagia”, pondera. Nesses casos, sondas ou outras formas alternativas de alimentação são cogitadas.

Depois da extubação, a reabilitação fonoaudiológica consiste em oferecer alimentos mais fáceis de serem engolidos, o que pode incluir mudanças de preparo. O uso de manobras para estimular a deglutição adequada e a realização de exercícios específicos também fazer parte do programa. Só um especialista capacitado é capaz de avaliar cada caso e dar início ao tratamento mais adequado.

*Esse conteúdo foi publicado originalmente na Agência Einstein.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone branco com a tela exibindo um aplicativo de notícias, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).