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Dezembro Vermelho: novos números da epidemia de HIV e aids no Brasil

Novo boletim do Ministério da Saúde registra avanços e desafios que persistem para enfrentar a doença, e traz levantamento inédito de infecções desde 1980

Por Maurício Brum
2 dez 2025, 08h49 • Atualizado em 2 dez 2025, 11h28
infecção por aids no brasil
Camisinha: método barato e acessível de prevenir o HIV e outras infecções.  (Foto: Reproductive Health Supplies Coalition/ Unsplash/Divulgação)
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  • O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (1º) a edição 2025 do Boletim Epidemiológico HIV e Aids. Abrindo o Dezembro Vermelho, Mês de Prevenção ao HIV/Aids e Infecções Sexualmente Transmissíveis, a publicação atualiza dados e marca os 40 anos do início do enfrentamento ao vírus no Brasil.

    Com números relativos a 2024, o documento trouxe informações animadoras em relação à mortalidade, que atingiu a menor taxa da série histórica: foram 3,4 óbitos por 100 mil habitantes no ano passado, uma queda de 12,8% em relação ao ano anterior.

    Ainda assim, os números também reforçam a importância de não baixar a guarda: esse índice ainda representa um total de 9.157 vidas perdidas para a aids apenas em 2024.

    Mesmo com o avanço da profilaxia pré-exposição (PrEP), que ajudou a frear a circulação do HIV, e da terapia antirretroviral que foi capaz de deixar muitos pacientes soropositivos com carga viral indetectável e intransmissível, o último ano viu um ligeiro aumento de infecções pelo vírus, chegando a 39,2 mil detecções de HIV, ou 18,4 casos por 100 mil habitantes.

    Confira outros destaques do levantamento.

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    Situação no último ano

    • Mortes por aids em 2024: 9.157, o equivalente a 3,4 óbitos por 100 mil habitantes (queda de 12,8% em um ano)
    • Novos casos de aids em 2024: 36.955, o equivalente a 17,4 casos por 100 mil habitantes (queda de 1,5% em um ano)
    • Novas detecções de HIV em 2024: 39.216, o equivalente a 18,4 casos por 100 mil habitantes (aumento de 2,6% em um ano)

    Vale lembrar que uma infecção por HIV não equivale a um caso de aids. O HIV é o vírus da imunodeficiência humana, que pode evoluir para a síndrome da imunodeficiência adquirida (aids ou SIDA) sem o tratamento adequado. Com as novas terapias, porém, é possível manter o vírus em níveis controlados que não produzem os sintomas graves e potencialmente fatais.

    +Leia também: Dia Mundial de Luta Contra a Aids: os avanços para superar o HIV

    Números da epidemia desde 1980

    O Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025 trouxe uma estimativa inédita de infecções desde o início da epidemia, em 1980. Segundo o estudo, o total de pessoas vivendo com o vírus (tendo evoluído ou não para a aids) equivale a 1.679.622 pessoas entre o primeiro caso conhecido, há 45 anos, e setembro de 2025.

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    Desse total de contágios, 1.165.533 tornaram-se casos registrados de aids, com uma estimativa de 402,3 mil pessoas mortas pela doença desde 1980.

    O cálculo se baseou em um cruzamento de diferentes bases de dados para obter números mais precisos, inclusive com a possibilidade de uma classificação regional. As infecções por HIV estiveram assim distribuídos no mapa ao longo do tempo:

    • 47,3% no Sudeste
    • 19% no Sul
    • 18,5% no Nordeste
    • 8,3% no Norte
    • 6,8% no Centro-Oeste
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    Dezembro Vermelho

    O Dezembro Vermelho foi instituído como Mês de Prevenção ao HIV/Aids e Infecções Sexualmente Transmissíveis em 2017, com o objetivo de conscientizar sobre essas doenças, suas formas de prevenção, tratamento e combate aos estigmas. O mês caminha lado a lado com a celebração do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que desde o final dos anos 1980 é observado em 1º de dezembro.

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