Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Saúde por apenas 4,99

Empresas de suplementos desviavam cafeína para o narcotráfico, diz PF

Polícia Federal deflagrou operação contra três empresas acusadas de desviar substância do mercado legal para a produção de drogas

Por Maurício Brum
13 ago 2025, 11h38 •
cafeina-operacao-caffeine-break
Operação apreendeu substâncias envolvidas na produção de cocaína e de alucinógenos (Polícia Federal/Reprodução)
Continua após publicidade
  • Uma operação da Polícia Federal na terça-feira (12) cumpriu mandatos de busca e apreensão e de prisão contra acusados de integrar uma organização criminosa que desviava produtos químicos do mercado regular para o tráfico de drogas.

    Segundo a PF, empresas vinculadas ao mercado de suplementos alimentares estão envolvidas no esquema. O principal foco era o desvio de cafeína, o que motivou o nome da operação “Caffeine Break”.

    Entenda o caso

    A ação realizada nessa terça é resultado de investigações sobre o desvio de cafeína oriunda do mercado legal para ser utilizada no narcotráfico. De acordo com a polícia, 550 toneladas da substância tinham sido redirecionadas para operações ilegais.

    Lícita quando utilizada da maneira indicada, a cafeína é um conhecido adulterante na produção de cocaína. Durante a ação dessa terça, que teve ação conjunta da PF em diferentes cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, também foram apreendidos cerca de 1.600 quilos da própria cafeína, de tetracaína e de lidocaína, também utilizadas na fabricação da droga derivada da coca.

    Os agentes ainda apreenderam cerca de 11 kg de triptamina, utilizada na fabricação de alucinógenos, quantidade que seria suficiente para a produção de 600 mil comprimidos de ecstasy, segundo as autoridades.

    Continua após a publicidade

    A ação da Polícia Federal prendeu 17 pessoas, apreendeu 28 veículos e bloqueou um total de contas bancárias e bens avaliados em R$ 72 milhões.

    O que se sabe sobre as empresas

    Ao menos três empresas foram apontadas pelas investigações por suposto envolvimento no esquema. As investigações tiveram início após a compra suspeita de 550 toneladas de cafeína, com notas fiscais falsas, por parte de um CNPJ com sede em São José dos Campos, em São Paulo. A movimentação foi definida como “atípica” pelas autoridades.

    A PF considera o volume incompatível com a produção: segundo informações divulgadas após a operação, seria necessário fabricar cinco mil toneladas de suplementos para justificar a quantidade de cafeína movimentada durante a investigação, que durou dois anos e meio.

    Continua após a publicidade

    A polícia não divulgou o nome das empresas acusadas, mas se sabe que elas atuavam no ramo de suplementos alimentícios e energéticos. Além disso, a PF apontou que o sócio da principal empresa investigada já tinha sido preso em 2010 por participação em um esquema semelhante.

    Compartilhe essa matéria via:
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Sua saúde merece prioridade!
    Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.