Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Saúde por apenas 4,99

Estado terminal e cuidados paliativos: qual a diferença?

Confusão entre os dois termos é frequente, mas os cuidados paliativos não são apenas para pessoas que estão na iminência de morrer

Por Maurício Brum
29 ago 2024, 14h51 •
cuidados-paliativos-cancer-terminal-diferencas
Cuidados paliativos buscam aliviar os sintomas de um paciente que não necessariamente está na iminência de morrer (Freepik/Freepik)
Continua após publicidade
  • A influencer Isabel Veloso, que viralizou nas últimas semanas ao divulgar que havia conseguido engravidar mesmo com um suposto câncer terminal, acabou voltando atrás quanto ao diagnóstico.

    Nesta semana, após a médica de Isabel revelar que seu quadro era estável, a influencer disse que não estava mais em terminalidade, e sim sob cuidados paliativos.

    O caso voltou a lançar luz sobre uma confusão que costuma ocorrer na linguagem popular e cria um estigma em torno desse tipo de atenção médica: embora muitas vezes associados ao final da vida, cuidados paliativos não são sinônimo de morte iminente. Entenda mais sobre esses termos.

    +Leia também: Quem ganha e quem perde quando se distorce o que são cuidados paliativos

    O que é um câncer terminal?

    Um câncer entra em estágio terminal quando começa a afetar o funcionamento do corpo gradativamente até levá-lo à morte. É como se a pessoa entrasse em contagem regressiva: os médicos dão um prognóstico de quantos meses ainda há pela frente, sem expectativa de reverter o quadro.

    O caso de Isabel Veloso, segundo sua médica, não chegou a esse estágio. Embora o câncer não responda mais aos tratamentos, ela estaria com o quadro estagnado, sem que o tumor tenha crescido ou agravado outros sistemas do corpo. Com isso, a influencer entrou na chamada fase de cuidados paliativos, focando no alívio dos sintomas.

    Continua após a publicidade

    O que caracteriza os cuidados paliativos?

    Os cuidados paliativos buscam reduzir o sofrimento de um paciente, evitando intervenções médicas desnecessárias que até podem prolongar a sobrevida, mas ao custo de piorar a qualidade de vida da pessoa doente, sem criar uma perspectiva de cura.

    Essas técnicas são empregadas para dar mais conforto no final da vida, em doenças graves e incuráveis com risco de morte, mas essa não é necessariamente a única aplicação. Cuidados paliativos também são indicados para doenças crônicas e, idealmente, poderiam ser utilizados em qualquer fase de um câncer de difícil tratamento.

    A ideia dos cuidados paliativos é aliviar os sintomas. Em grande parte dos casos, o maior problema é a dor causada pela doença ou pelos tratamentos, mas a abordagem é multidisciplinar.

    Continua após a publicidade

    Além dos médicos paliativistas, também é indicado acompanhamento com fisioterapeutas quando há problemas de movimentação, fonoaudiólogos quando a doença afeta a capacidade de comunicação, e psicólogos para lidar com os impactos do quadro na saúde mental.

    Compartilhe essa matéria via:
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Sua saúde merece prioridade!
    Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.