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Gripe K: Brasil tem primeiro caso confirmado; conheça a doença e os riscos

Novo subclado do influenza A (H3N2) vem causando preocupação em autoridades sanitárias, mas estratégias para se proteger são semelhantes às de outras gripes

Por Maurício Brum
17 dez 2025, 16h07 •
combate a gripe
Vírus da gripe muda todo ano. Daí a importância de se vacinar a cada nova campanha.  (Ilustração: Erika Onodera/SAÚDE é Vital)
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  • O Ministério da Saúde identificou pela primeira vez no Brasil a presença do subclado K do vírus influenza A (H3N2), causador da chamada “gripe K”, que vem causando preocupação ao redor do mundo.

    A doença já havia sido identificada em todos os continentes e, pouco antes da confirmação no Brasil, o vírus também teve sua circulação verificada na América Latina, com os primeiros casos no México.

    Saiba mais sobre o assunto.

    O que se sabe sobre a gripe K no Brasil

    As primeiras amostras com o subclado K foram coletadas originalmente em 26 de novembro, em Belém, no Pará. A confirmação veio agora, no mais recente Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, referente à semana epidemiológica 49 de 2025, com dados relativos à faixa de dias entre 30 de novembro e 6 de dezembro.

    Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já enfrentava um aumento da circulação do vírus influenza A (H3N2) antes mesmo da confirmação da presença do novo subclado.

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    O que é a gripe K

    Apesar de se referir a uma nova variante, o subclado K não é um vírus novo em relação ao H3N2 que já circula sazonalmente. Estudos iniciais também sugerem que o subclado K não é necessariamente mais virulento do que os outros tipos de H3N2 conhecidos.

    Entretanto, o influenza H3N2 costuma provocar surtos mais severos de gripe do que outros tipos de influenza A (como o H1N1) ou o influenza B. Além disso, as preocupações das autoridades sanitárias se referem a outras duas questões principais:

    • O fato de que a atual temporada de gripe na Europa começou mais cedo do que o habitual, o que pode antecipar os casos também nas Américas, numa época em que a população tende a tomar menos cuidados;
    • A possibilidade de um escape do subclado K em relação à imunidade conferida por vacinas e infecções anteriores pelo H3N2. Essa situação ainda é hipotética, mas poderia colocar mais pressão sobre os serviços de saúde.
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    Como geralmente ocorre com outras gripes, a maioria dos casos provocados pelo subclado K são autolimitados e tendem a passar em poucos dias, sem tratamento específico. Mas idosos, crianças e pacientes com algum comprometimento imunológico estão mais sujeitos a complicações graves que podem exigir hospitalização, como uma pneumonia.

    +Leia também: Gripe: médico esclarece 4 mitos comuns e ensina a se proteger de verdade

    Como se proteger

    Contra a gripe K, continuam valendo as tradicionais medidas de proteção contra doenças respiratórias, como uso de máscara em locais de circulação confirmada do vírus, evitar aglomerações e limitar contato com pessoas doentes.

    A vacinação contra a gripe também segue sendo recomendada: mesmo se houver escape do subclado K, ela continua protegendo contra outros tipos de influenza que seguem em circulação.

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    Caso você tenha sintomas gripais e perceba um agravamento do quadro, com sinais como febre alta e dificuldade respiratória severa, não hesite em buscar ajuda médica.

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