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Hepatite A: conheça os sintomas e as formas de transmissão, tratamento e prevenção

A vacinação está disponível no SUS para crianças e grupos de risco e é a principal forma de prevenir essa hepatite viral

Por Larissa Beani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 jul 2025, 12h00 •
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Hepatites virais provocam inflamação do fígado (Ilustração: Kateryna Kon/Science Photo Library/Getty Images)
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  • Febre, dor abdominal, vômito, pele e olhos amarelos… Esses são os principais sinais da hepatite A, uma das formas mais comuns de inflamação do fígado causada por vírus.

    Entre 2000 e 2024, mais de 170 mil brasileiros foram diagnosticados com a doença — que tem sido flagrada com mais frequência nos últimos tempos. Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, de 2023 para 2024, houve um aumento de 54% no número de casos.

    De acordo com o relatório, os números são impulsionados principalmente pela contaminação entre adultos: aqueles entre 20 e 39 anos são os que mais se infectaram com o vírus da hepatite A, e sete a cada dez deles eram homens.

    Enquanto isso, a ocorrência da doença na infância diminuiu 90% desde o início dos anos 2000. Na avaliação do ministério, a queda se deve à inclusão da vacina contra a hepatite A no sistema público e o aumento entre adultos pode estar associado à transmissão por práticas sexual (que, até então, era considerada rara).

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    “A hepatite A é uma doença altamente contagiosa, mas totalmente prevenível. A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente para muitos grupos”, afirma a hepatologista Patrícia Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

    A seguir, saiba como a doença é transmitida, quais são os principais sinais de alerta e como é feito o tratamento.

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    + Leia também: Hepatites: estudos investigam prevalência em populações em vulnerabilidade

    O que é e o que causa a hepatite A?

    A doença é caracterizada pela inflamação do fígado causada pelo vírus da hepatite A (HAV, na sigla em inglês).

    Ao contrário de outras formas comuns de hepatite viral, como a B e C, a hepatite A não se torna crônica, ou seja, não persiste por mais do que seis meses. “Ela é uma infecção aguda, com resolução espontânea na maioria dos casos”, explica Almeida.

    Por isso, ela não costuma gerar complicações graves e não está associada à ocorrência de cirrose e câncer no fígado.

    Transmissão da hepatite A

    “A hepatite A é transmitida por via fecal-oral, principalmente pelo consumo de alimentos e contato com objetos contaminados, além da proximidade com pessoas infectadas”, informa Carolina Brites, infectologista pediátrica e professora de pediatria da Universidade São Judas (SP).

    Apesar de não ser considerada uma hepatite sexualmente transmissível, como são a B e a C, práticas sexuais orais e anais também podem facilitar a transmissão da hepatite A entre adultos.

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    “Ela é altamente contagiosa, até mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir o vírus”, destaca a hepatologista Patrícia Almeida.

    + Leia também: Hepatite viral: muitos brasileiros vivem com a doença, poucos sabem

    Sintomas de hepatite A

    Na infância, fase na qual é recomendado tomar a vacina contra a doença, a infecção costuma ter sintomas leves ou mesmo ser assintomática. Já na fase adulta e na velhice, é mais comum que os sinais se intensifiquem.

    “Isso acontece porque o sistema imunológico reage de forma mais vigorosa à infecção, o que aumenta a inflamação no fígado e torna o quadro mais sintomático”, explica a hepatologista do Hospital Israelita Albert Einstein. “Em pessoas com doenças hepáticas prévias, o risco de complicações também é maior.”

    Os principais sintomas são:

    • febre;
    • dor abdominal;
    • náuseas;
    • vômitos;
    • mal-estar;
    • olhos e pele amarelados (icterícia);
    • urina escura;
    • fezes esbranquiçadas.
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    Diagnóstico

    O diagnóstico é feito a partir da avaliação médica sobre o estado e evolução clínica do paciente e dos resultados de exames laboratoriais.

    “Durante a consulta e anamnese, o profissional irá conseguir distinguir se a inflamação no fígado tem origem infecciosa ou é induzida pelo abuso de medicamentos, por exemplo”, afirma Brites.

    Uma vez que a suspeita seja de hepatite viral, é solicitada uma avaliação sorológica, ou seja, são feitos exames para identificar a presença de anticorpos no sangue contra os vírus causadores de inflamação no fígado.

    “O teste específico é a dosagem do anticorpo IgM contra o vírus da hepatite A (anti-HAV IgM), que indica infecção recente. É um exame simples e amplamente disponível”, afirma Almeida.

    Exames de urina e fezes, além de ultrassom abdominal, podem ser solicitados para entender melhor o quadro.

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    + Leia também: Hepatite B: como é a transmissão e quais os sintomas da doença

    Tratamento

    Não há medicamentos específicos para tratar hepatite A. Os médicos indicam remédios para o alívio dos sintomas, quando presentes, além de hidratação, repouso e alimentação leve e saudável.

    “A maioria das pessoas se recupera em duas a seis semanas. Em casos mais raros, pode haver uma forma grave da doença, chamada hepatite fulminante, especialmente em pessoas com outras doenças do fígado”, cita a hepatologista.

    O caso deve ser bem acompanhado por um profissional, mas avaliar a evolução da doença.

    Prevenção

    A principal forma de prevenir a hepatite A é a imunização. Em 2014, a vacina contra a doença passou a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e, desde então, ela é parte obrigatória do calendário vacinal infantil, sendo distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    A vacinação no sistema público é feita em dose única e crianças a partir dos 12 meses e com menos do que 5 anos. Segundo o Ministério da Saúde, a incidência da doença entre 2013 e 2023 caiu 97,3% entre menores de 5 anos e, dos 5 aos 9 anos, diminuiu 99,1%. A redução foi conquistada graças à ampla vacinação pelo SUS.

    Ainda para crianças menores de 5 anos, em laboratórios e consultórios privados, é possível realizar a aplicação em duas doses, a partir dos 12 meses de idade, com um intervalo de seis meses entre cada uma delas.

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    Adultos também podem tomar a vacina pelo sistema público, nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), se fizerem parte de algum dos grupos de risco:

    1. Hepatopatias crônicas de qualquer etiologia, inclusive portadores do vírus da hepatite C (VHC);
    2. Portadores crônicos do VHB;
    3. Coagulopatias;
    4. Pessoas vivendo com HIV/aids;
    5. Imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora;
    6. Doenças de depósito;
    7. Fibrose cística;
    8. Trissomias;
    9. Candidatos a transplante de órgão sólido, cadastrados em programas de transplantes;
    10. Transplantados de órgão sólido (TOS);
    11. Transplante de células-tronco hematopoiéticas (THCT);
    12. Doadores de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), cadastrados em programas de transplantes;
    13. Hemoglobinopatias;
    14. Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
    15. Usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP).

    O último grupo, voltado à aqueles que usam medicamentos para prevenir a infecção pelo HIV, foi incluído na lista em maio pela pasta da Saúde.

    Para pessoas com risco aumentado de desenvolver a doença suas complicações, a imunização é feita em duas doses, com um intervalo de seis meses entre cada uma delas.

    Além da vacinação, outras atitudes podem ajudar a prevenir a hepatite A. A hepatologista Patrícia Almeida lista:

    • lavar as mãos com água e sabão, especialmente após ir ao banheiro e antes das refeições;
    • higienizar frutas, verduras e utensílios usados na alimentação;
    • beber apenas água potável;
    • evitar consumo de alimentos crus ou mal cozidos em locais sem boas práticas sanitárias;
    • garantir condições adequadas de saneamento básico.

    + Leia também: Menos de 35% das cidades brasileiras cumprem metas básicas de vacinação

    Julho Amarelo

    Em 2019, instituiu-se por lei a campanha Julho Amarelo, que busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do tratamento de hepatites virais.

    A ação ganhou força e reconhecimento graças à atuação de ONGs que defendem os direitos de pacientes que convivem com a doença de forma crônica.

    É também neste mês que comemora-se o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. A data de 28 de julho foi a escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

     

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