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Homem também tem candidíase. Saiba como identificar o problema

Essa infecção, embora mais associada às mulheres, pode acometer o sexo masculino e gerar muito desconforto

Por Priscila Carvalho, da Agência Einstein*
11 ago 2021, 12h44 • Atualizado em 21 mar 2023, 15h54
candidíase peniana
Homem também pode ter candidíase. (Ilustração: Jonatan Sarmento/SAÚDE é Vital)
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  • Provocada pelo fungo Candida albicans, a candidíase é realmente mais comum nas mulheres — mas também acomete os homens. Neles, a condição pode provocar desconforto urinário, ardência e vermelhidão no pênis.

    Em geral, o quadro surge quando há uma queda na imunidade. É por isso que indivíduos com condições que suprimem o sistema de defesa são mais suscetíveis à doença. A má higienização do órgão genital também cria um ambiente propício para os microorganismos.

    “Calor e umidade favorecem o problema. Roupas apertadas, como cueca de microfibras, pioram a situação”, afirma Fernando Facio, diretor do Departamento de Sexualidade da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

    O diabetes descontrolado também facilita infecções recorrentes, já que aumenta a concentração de glicose na urina, servindo de alimento para os fungos.

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    Sintomas mais comuns da candidíase

    • Vermelhidão
    • Coceira
    • “Rachaduras” superficiais
    • Lesões ou pequenas feridas
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    Complicações

    É difícil que a candidíase cause problemas graves. No entanto, quando o fungo se espalha pelo corpo através da corrente sanguínea, tem potencial para provocar cegueira e insuficiência renal, por exemplo.

    “Esses efeitos também são mais comuns em indivíduos imunodeprimidos”, explica Igor Marinho, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    Como é o tratamento

    Em geral, ele envolve medicamentos antifúngicos, administrados como pomadas ou comprimidos. A região genital deve ser higienizada e secada adequadamente. “Se a infecção está ativa, o ideal é trocar a toalha todos os dias”, complementa Facio.

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    Embora não seja considerado uma infecção sexualmente transmissível (IST), o problema é mais recorrente entre pessoas com uma vida sexual ativa. Por isso é importante tratar o parceiro também. “É quase um tratamento cruzado”, reforça Facio. Enquanto os sintomas persistirem, o sexo é contraindicado.

    Evitar o uso prolongado de calças jeans e cuecas que não sejam de algodão é outra boa medida nessa fase. Roupas úmidas devem ser trocadas.

    *Esse texto foi publicado originalmente na Agência Einstein.

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