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Nova definição de febre: o que muda e quando medicar as crianças

Sociedade Brasileira de Pediatria passou a considerar que a febre está presente quando temperatura é maior ou igual a 37,5 graus no termômetro de axila

Por Maurício Brum
15 set 2025, 04h00 •
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Uso de medicação deve se guiar não só pela temperatura, mas também pelos sinais de desconforto na criança (Freepik/Freepik)
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  • No primeiro semestre de 2025, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um documento científico com novas definições para a febre em crianças.

    Diante dos debates sobre quando há motivo para se preocupar, a entidade passou a descrever a febre como uma temperatura igual ou superior a 37,5 °C quando medida pela axila. O número, que equivale a 38 graus se a medição é feita por via oral ou retal, ajuda a guiar pais e médicos sobre a eventual necessidade de tratamento para os sintomas, evitando intervenções farmacológicas desnecessárias.

    Uma das ideias é reduzir o que o documento da SBP define como “febrefobia”, o medo exagerado de familiares em relação a esse sintoma bastante comum na infância.

    Quando ocorre a febre

    A febre não é uma doença por si mesma, mas um sinal de que o corpo está reagindo a alguma ameaça. De modo geral, a febre costuma aparecer diante de uma infecção, e indica uma resposta do sistema imune frente aos patógenos, como os vírus e as bactérias, que estão causando os problemas.

    Segundo a SBP, estima-se que de 20% a 30% das consultas pediátricas têm a febre como sintoma principal. Apesar da preocupação, a entidade busca tranquilizar os pais diante de cenários de febre baixa que não geram grandes incômodos na criança.

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    A definição da temperatura em 37,5 °C também busca evitar que elevações pontuais ao longo do dia, parte de um processo biológico natural, sejam erroneamente consideradas uma resposta febril. “Variações fisiológicas, como a elevação da temperatura no final da tarde ou em dias quentes de verão, podem influenciar os valores obtidos”, destaca o documento.

    +Leia também: “Febre interna” existe mesmo? Saiba o que é e quando ela surge

    Como medicar

    A SBP orienta o uso de antitérmicos quando a febre está associada a desconfortos evidentes na criança, que incluem:

    • Choro intenso
    • Irritabilidade
    • Redução da atividade
    • Redução do apetite
    • Distúrbio do sono
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    A ideia é evitar o uso desnecessário de medicamentos frente a uma pequena elevação de temperatura, caso ela ocorra de forma isolada e sem sintomas associados. Vale lembrar que o antitérmico apenas ajuda a aliviar o desconforto, mas não trata a causa de fundo da febre.

    Quando for o caso de recorrer a esses fármacos, a SBP aponta a possibilidade de utilizar paracetamol, dipirona e ibuprofeno, nas seguintes indicações:

    Paracetamol: podendo ser utilizado em neonatos a partir dos 3 kg, na dose de 10-15 mg/kg, a cada 4 a 6 horas.

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    Dipirona: a partir dos 3 meses de vida e acima dos 5 kg, na dose de 10-16 mg/kg, a cada 6 a 8 horas.

    Ibuprofeno: a partir dos 6 meses de vida e acima dos 5 kg, na dose de 5-10 mg/kg, a cada 6 a 8 horas.

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