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A corrida por remédios contra o Alzheimer

Novo fármaco avança em estudos e pode se tornar opção eficaz contra a doença

Por Chloé Pinheiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 jun 2023, 13h57 •
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Aos poucos, medicina vai se aproximando do controle da doença  (Foto: Ricardo Davino/SAÚDE é Vital)
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  • Em meio a promessas que não foram adiante, nos últimos anos dois medicamentos foram aprovados para o tratamento do Alzheimer. Só que eles não empolgaram os médicos como uma esperada “revolução” no controle do problema.

    A animação voltou à tona com um novo candidato, o donanemabe, da Eli Lilly. Segundo a fabricante, ele reduziu em até 35% a progressão da doença na última etapa de estudos.

    É digno de nota, mas cabem ponderações. “Não houve melhora dos sintomas, e sim uma evolução mais lenta em pessoas com declínio cognitivo leve, ou seja, no estágio inicial da doença. É um ganho, claro, mas não uma solução definitiva”, comenta o neurologista Paulo Caramelli, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    A pesquisa ainda precisa passar por revisão independente e ser publicada no meio científico para atestar os resultados.

    + Leia também: Alzheimer: o começo do fim

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    Histórico conturbado

    Indústria procura há décadas tratamento realmente efetivo.

    1906: O psiquiatra alemão Aloysius Alzheimer descreve pela primeira vez uma enfermidade que atingia os neurônios e afetava memória e comportamento.

    1906-2021: Os remédios usados evoluíram, mas apenas amenizam os sintomas. É o caso dos inibidores da colinesterase, que, aliás, são eficazes e subutilizados.

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    Julho de 2021: O aducanumabe se torna o primeiro remédio aprovado a atacar uma das causas da doença, o acúmulo de placas beta-amiloide no cérebro. Os resultados dos estudos, contudo, geram controvérsia.

    Janeiro de 2023: Recentemente liberado nos Estados Unidos, o lecanemabe apresentou efeito modesto de desaceleração do Alzheimer e perfil de segurança melhor.

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