Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99

O problema grita! Estamos dando ouvidos a ele?

Nova edição de VEJA SAÚDE traz um alerta sobre a poluição sonora. Ela coloca a audição, o cérebro e o coração em perigo

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 Maio 2022, 14h17 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h35
ilustração de buzina com palavras saindo dela. as palavras são: surdez, esquecimento, estresse e infarto
Estudos ligam exposição a sons altos ou ruídos constantes a maior risco de perda auditiva, infarto e comprometimento cognitivo.  (Foto: GI/ Lettering: Sérgio Bergocce/ Concepção: Letícia Raposo/SAÚDE é Vital)
Continua após publicidade
O problema grita! Estamos dando ouvidos a ele? Priorizar nos meus resultados Google

Numa carta endereçada ao prefeito de Curitiba e publicada no livro de contos Desgracida (Record), de 2010, o escritor Dalton Trevisan vocifera:

“Onde anda o fiscal do meio ambiente? Cadê o guardião do nosso silêncio? Quem viu o medidor de decibéis? Impunes, os bárbaros da estridência invadiram e ocuparam a cidade. Altíssimos -falantes de propaganda, berrando oito horas por dia, infernizam a paciência de todo mundo. Na porta das drogarias, lojas, bibocas, caixas ensurdecedoras de som trombeteiam as suas bugigangas. São as predadoras truculentas da lei morta do silêncio”.

Se juntarmos os alto-falantes e caixas de som, que tomaram até praias e metrôs, ao barulho do trânsito, do tráfego aéreo, das obras nas vias, das reformas nos apês e das músicas que o sujeito obriga os vizinhos a ouvir, definitivamente podemos apreciar, de camarote, um pandemônio acústico.

E essa ópera-bufa está longe de ser fruto da imaginação. É realidade pura! Está gritando por aí e… a) não ouvimos; b) ouvimos, mas não ligamos; c) já nem ouvimos, pois surdos ficamos.

Então vamos dar nome aos bois — pobres bois, eles nada têm a ver com isso, mas sejamos fiéis à expressão. Estamos falando de poluição sonora, um problema de saúde pública para o qual a sociedade ainda não despertou.

Continua após a publicidade

E olha que motivos para chamar a atenção e tirar o sono não faltam. Sintetiza Trevisan, o vampiro acossado pela cacofonia de Curitiba: “Da poluição visual você ainda se defende, basta que não olhe. Contra a pichação sonora nada pode”. Assim não dá! Algo precisa ser feito. Por nós, pelas empresas, pelas autoridades públicas.

A poluição sonora nos faz adoecer. Previsões sobre o aumento no número de vítimas de perda auditiva nos próximos anos são assustadoras. Mas, como expõe o jornalista André Bernardo na reportagem de capa, o perigo não se limita aos ouvidos.

BUSCA DE MEDICAMENTOS Informações Legais

DISTRIBUÍDO POR

Consulte remédios com os melhores preços

Busca de Medicamentos
Favor usar palavras com mais de dois caracteres
DISTRIBUÍDO POR
Continua após a publicidade

Já há fartas provas de que a exposição a ruídos altos ou persistentes contribui para o colapso cardíaco, mental e cognitivo.

A saída, pelo menos para a maioria dos cidadãos, não se encontra em fugir da cidade grande e, como propôs o escritor americano Henry David Thoreau em seu clássico do século 19 Walden ou A Vida nos Bosques (Planeta), construir uma cabana e levar uma existência pacata e autossuficiente na mata.

Envolve, isso sim, bom senso, respeito ao próximo (e a si mesmo) e fiscalização para que se cumpram as leis que, em tese, estão aí para nos defender dessa sinfonia sinistra sem hora para acabar — sobretudo em ano de campanha eleitoral.

Continua após a publicidade

VEJA SAÚDE dá ouvidos aos sábios, aos cientistas e aos profissionais da área para fazer ecoar esse alerta. Que possamos desfrutar mais do silêncio — e sofrer menos com a poluição sonora.

Arte premiada

Somos o único veículo de imprensa brasileiro a ser laureado com um mérito no SPD 57, a última premiação realizada pela prestigiada Society of Publication Designers. Estamos lá, representando o talento gráfico desta nação, com a matéria Em Busca de Ar — Por Que e Como Respirar Melhor, publicada em maio de 2021.

Meus cumprimentos à editora de arte Letícia Raposo, que concebeu o visual da reportagem, a Tomás Arthuzzi, responsável pelas fotos, e a Daniel Almeida, o autor das ilustrações. Prova viva de que a arte também informa!

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e um raio amarelo, seguido de Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo abertoBanner laranja com OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um raio amarelo. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, revistas Superinteressante e Veja e um cartão de crédito. No canto superior direito, um ícone de árvore
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).