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Oncocercose: doença causada por parasita amazônico pode levar à cegueira

Doença negligenciada é rara no Brasil, mas focos endêmicos são conhecidos na fronteira com a Venezuela

Por Maurício Brum
13 set 2025, 04h00 •
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Larvas de borrachudo, inseto que transmite o parasita causador da oncocercose (Anne Laudisoit/CC BY 4.0/Wikimedia Commons)
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  • A oncocercose é uma doença crônica causada por um parasita e transmitida pela picada de insetos em áreas de clima tropical. Devido às regiões em que é mais comum, a doença também é conhecida por nomes populares como cegueira dos rios ou mal do garimpeiro.

    Hoje, o quadro é relativamente raro no Brasil e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 99% dos casos registrados anualmente ocorrem na África e no Iêmen. No entanto, o 1% restante costuma estar concentrado em áreas amazônicas próximas à fronteira do Brasil com a Venezuela, sobretudo em terras indígenas negligenciadas, que convivem com focos endêmicos da doença.

    Sem tratamento, o quadro pode levar a problemas na pele e à perda da visão.

    +Leia também: Mito ou verdade: é necessário tomar vermífugo todos os anos?

    Como ocorre a oncocercose

    A oncocercose é causada por um verme da espécie Onchocerca volvulus, que é transmitido para seres humanos através da picada de insetos do gênero Simulium, também conhecidos por apelidos como borrachudo ou pium.

    Quando o borrachudo está infectado pelas larvas do parasita, ele pode injetá-las em uma pessoa ao picá-la. O Onchocerca então se instala no tecido subcutâneo, começando a gerar problemas de longo prazo. Podem se passar cerca de um a dois anos após a picada até o verme se tornar maduro e provocar sintomas perceptíveis.

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    A doença não é transmissível de pessoa para pessoa.

    Como identificar a doença

    Antes do aparecimento dos sintomas, pode ser difícil identificar a oncocercose, a menos que a pessoa resida em uma área endêmica que justifique a suspeita do quadro. Quando os sinais do problema aparecem, costumam se iniciar com nódulos e coceira na pele.

    Sem tratamento, o parasita pode avançar sobre a córnea, levando a problemas de visão e até à cegueira. A oncocercose é considerada a segunda doença infecciosa que mais leva à perda de visão no mundo, atrás apenas do tracoma, ocasionado por uma bactéria.

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    A suspeita de oncocercose pode ser confirmada com o exame de uma amostra do material obtido nos nódulos da pele. Um teste PCR específico detecta a presença do parasita.

    No entanto, por ser uma doença rara fora dos lugares onde é endêmica, a hipótese de oncocercose só costuma surgir quando a pessoa reside ou visitou essas regiões nos dois anos anteriores ao início dos sintomas.

    Tratamento

    O tratamento da oncocercose é feito com medicamentos antiparasitários à base de ivermectina.

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    Em pessoas que residem em áreas endêmicas ou profissionais de saúde que visitam esses locais com frequência, é recomendado o uso regular do medicamento. Nesses casos, o Ministério da Saúde indica o uso de 150 µg/kg (microgramas do remédio por quilo de peso corporal), em dose única, uma vez por semestre.

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