Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Saúde por apenas 4,99

Pílula do dia seguinte pode falhar: veja 5 possíveis motivos

O medicamento tem eficácia maior nas primeiras horas após a relação sexual desprotegida, mas vários fatores podem influenciar o funcionamento da pílula

Por Gabriel Bortulini
15 dez 2025, 13h35 •
Pessoa segura uma pílula com uma mão e apoia a outra mão na cabeça, com expressão de preocupação
Pílula do dia seguinte não deve ser tomada com frequência. Método contraceptivo de emergência também pode falhar a depender de vários fatores (Freepik/Freepik)
Continua após publicidade
  • A pílula do dia seguinte já ajudou muitas mulheres a evitar uma gravidez indesejada desde que chegou ao Brasil há quase 30 anos. Mas não são poucos os relatos de quem recorreu ao contraceptivo de emergência após uma relação sexual sem proteção e, nove meses depois, carregava um recém-nascido.

    Essa medicação é composta de levonorgestrel em concentrações altas. O papel desse hormônio no organismo é tentar atrasar ou impedir a ovulação para evitar a fecundação. A pílula do dia seguinte também pode tornar o muco cervical mais espesso, o que dificulta a chegada dos espermatozoides ao óvulo.

    Há muitos fatores que afetam a eficácia da pílula e podem levar o método de emergência a falhar. A seguir, confira algumas das possíveis respostas para a dúvida que causa medo em muita gente: por que a pílula do dia seguinte falhou?

    +Leia também: Implanon chega ao SUS: veja outros 8 contraceptivos disponíveis de graça

    Demorar a tomar

    Sabe-se que a pílula do dia seguinte tem maior eficácia quanto mais cedo for tomada logo após a relação sexual desprotegida. Um dos principais motivos que explicam a falha é justamente a demora em tomar a pílula.

    A bula dos principais fabricantes de levonorgestrel — a pílula do dia seguinte mais comum no Brasil — informa que o medicamento pode ser tomado até 72 horas após a relação sexual. No entanto, algumas pesquisas revelam que, nesse tempo, a eficácia pode cair consideravelmente.

    No caso do ulipristal, a eficácia também tende a diminuir com o tempo, embora esse tipo de medicamento possa ser utilizado até 5 dias após a relação sexual.

    Continua após a publicidade

    O mais recomendado, então, é tomar a pílula do dia seguinte o mais brevemente possível depois da relação.

    Tomar depois da ovulação ter ocorrido

    Outro motivo frequente — e que nem todo mundo conhece — é que a pílula perde muita eficácia se for tomada depois da ovulação ter acontecido.

    No organismo, a pílula do dia seguinte atua tentando atrasar ou impedir a ovulação. Sem o óvulo, a fecundação não pode ocorrer. Mas caso o óvulo já tenha sido liberado, o efeito desejado não acontece.

    Ou seja: o momento do ciclo menstrual influencia muito. Aliás, se a fecundação já tiver ocorrido, a pílula não vai evitar a gravidez.

    Continua após a publicidade

    Vômitos e interações medicamentosas

    Vomitar até 3 horas após ingerir o comprimido pode atrapalhar a absorção do medicamento. Além disso, alguns remédios podem interferir na eficácia da pílula, como antibióticos, anticonvulsivantes e até fitoterápicos.

    Peso

    Alguns estudos indicam que o peso pode influenciar. A eficácia pode diminuir em mulheres obesas ou com o Índice de Massa Corporal (IMC) maior do que 30, principalmente no caso do levonorgestrel.

    Uso incorreto ou medicamento vencido

    Alguns descuidos também podem ser determinantes para a falha da pílula do dia seguinte: por exemplo, fracionar o comprimido ou tomar o medicamento vencido ou mal armazenado.

    Por fim, é sempre importante reiterar: nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Ou seja, a gravidez pode ocorrer mesmo que todos os cuidados sejam seguidos à risca.

    Continua após a publicidade

    O mais recomendado é consultar um médico ginecologista para conversar sobre o método contraceptivo mais adequado para o seu caso. A pílula do dia seguinte não pode ser usada com frequência.

    Embora nenhum método previna 100% das chances de engravidar, há diferentes técnicas muito eficazes. A melhor é aquela que se adapta bem à sua rotina, estilo de vida e outra preferências.

    Compartilhe essa matéria via:
    Publicidade
    Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Sua saúde merece prioridade!
    Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.