Pílula do dia seguinte pode falhar: veja 5 possíveis motivos
O medicamento tem eficácia maior nas primeiras horas após a relação sexual desprotegida, mas vários fatores podem influenciar o funcionamento da pílula
A pílula do dia seguinte já ajudou muitas mulheres a evitar uma gravidez indesejada desde que chegou ao Brasil há quase 30 anos. Mas não são poucos os relatos de quem recorreu ao contraceptivo de emergência após uma relação sexual sem proteção e, nove meses depois, carregava um recém-nascido.
Essa medicação é composta de levonorgestrel em concentrações altas. O papel desse hormônio no organismo é tentar atrasar ou impedir a ovulação para evitar a fecundação. A pílula do dia seguinte também pode tornar o muco cervical mais espesso, o que dificulta a chegada dos espermatozoides ao óvulo.
Há muitos fatores que afetam a eficácia da pílula e podem levar o método de emergência a falhar. A seguir, confira algumas das possíveis respostas para a dúvida que causa medo em muita gente: por que a pílula do dia seguinte falhou?
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Demorar a tomar
Sabe-se que a pílula do dia seguinte tem maior eficácia quanto mais cedo for tomada logo após a relação sexual desprotegida. Um dos principais motivos que explicam a falha é justamente a demora em tomar a pílula.
A bula dos principais fabricantes de levonorgestrel — a pílula do dia seguinte mais comum no Brasil — informa que o medicamento pode ser tomado até 72 horas após a relação sexual. No entanto, algumas pesquisas revelam que, nesse tempo, a eficácia pode cair consideravelmente.
No caso do ulipristal, a eficácia também tende a diminuir com o tempo, embora esse tipo de medicamento possa ser utilizado até 5 dias após a relação sexual.
O mais recomendado, então, é tomar a pílula do dia seguinte o mais brevemente possível depois da relação.
Tomar depois da ovulação ter ocorrido
Outro motivo frequente — e que nem todo mundo conhece — é que a pílula perde muita eficácia se for tomada depois da ovulação ter acontecido.
No organismo, a pílula do dia seguinte atua tentando atrasar ou impedir a ovulação. Sem o óvulo, a fecundação não pode ocorrer. Mas caso o óvulo já tenha sido liberado, o efeito desejado não acontece.
Ou seja: o momento do ciclo menstrual influencia muito. Aliás, se a fecundação já tiver ocorrido, a pílula não vai evitar a gravidez.
Vômitos e interações medicamentosas
Vomitar até 3 horas após ingerir o comprimido pode atrapalhar a absorção do medicamento. Além disso, alguns remédios podem interferir na eficácia da pílula, como antibióticos, anticonvulsivantes e até fitoterápicos.
Peso
Alguns estudos indicam que o peso pode influenciar. A eficácia pode diminuir em mulheres obesas ou com o Índice de Massa Corporal (IMC) maior do que 30, principalmente no caso do levonorgestrel.
Uso incorreto ou medicamento vencido
Alguns descuidos também podem ser determinantes para a falha da pílula do dia seguinte: por exemplo, fracionar o comprimido ou tomar o medicamento vencido ou mal armazenado.
Por fim, é sempre importante reiterar: nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Ou seja, a gravidez pode ocorrer mesmo que todos os cuidados sejam seguidos à risca.
O mais recomendado é consultar um médico ginecologista para conversar sobre o método contraceptivo mais adequado para o seu caso. A pílula do dia seguinte não pode ser usada com frequência.
Embora nenhum método previna 100% das chances de engravidar, há diferentes técnicas muito eficazes. A melhor é aquela que se adapta bem à sua rotina, estilo de vida e outra preferências.
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