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Por que misturar álcool e remédio é um veneno para sua saúde

Da redução dos efeitos do medicamento a interações potencialmente fatais, essa combinação deve ser sempre evitada

Por Maurício Brum
9 jun 2025, 16h45 •
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Combinação entre álcool e remédios pode ser perigosa (Freepik/Reprodução)
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  • Se estiver tomando antibiótico, não beba. Você certamente já ouviu essa dica da sabedoria popular, com base no argumento de que o álcool “corta” o efeito do remédio. E a recomendação deve ser mesmo seguida à risca. A má notícia para quem aprecia uns drinques, porém, é que a ordem de não misturar álcool com remédios também se aplica a outros fármacos, não só aos antibióticos.

    Os motivos são diversos e também incluem uma ação reduzida do medicamento. Mas não param nisso: efeitos colaterais graves, interações imprevisíveis e até mesmo risco de morte são consequências do consumo indiscriminado de bebida alcoólica quando você está se medicando.

    Entenda melhor o que acontece no seu corpo ao fazer essa mistura.

    +Leia também: Ressaca: o que fazer (e o que não fazer) após exagerar no álcool

    Efeitos reduzidos

    O álcool realmente impacta na forma como alguns fármacos exercem suas funções no organismo. É conhecida, por exemplo, a possibilidade de uma redução nos efeitos de alguns antidepressivos quando consumidos em paralelo às bebidas alcoólicas.

    Medicamentos anticonvulsionantes também podem ser impactados pelo álcool, perdendo eficácia na hora de prevenir crises de epilepsia.

    Nem sempre a ação será diretamente sobre o remédio em si: pode ser que ele deixe de fazer o papel desejado devido aos impactos do álcool no corpo mesmo. É o que acontece no caso dos antibióticos. A história de que a bebida “corta” o efeito dessa medicação se relaciona à maneira como o álcool acaba ajudando a suprimir o sistema imune, que você precisa que esteja o mais forte possível para combater as infecções.

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    No limite, quando se trata de antibióticos, uma ação incompleta pode acabar fazendo com que alguns micróbios mais resistentes sigam no seu corpo, permanecendo latentes para causar complicações mais adiante.

    Pessoas que fazem uso de insulina também devem redobrar as atenções, especialmente quando o consumo de álcool é excessivo ou prolongado. Com o tempo, a ação dos medicamentos contra o diabetes pode ser inibida.

    Interações perigosas

    Outro grande risco no consumo de bebidas alcoólicas em paralelo aos medicamentos é o potencial de interações danosas à saúde.

    Também acontece com os antibióticos: nesse caso, tanto o álcool quanto o remédio irritam a mucosa gastrointestinal, podendo levar a casos de náusea, vômito, diarreia e até à formação de úlceras estomacais.

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    O risco de desenvolver sangramentos no estômago também é aumentado quando a bebida é consumida em paralelo ao uso de remédios como anti-inflamatórios ou ácido acetilsalicílico (aspirina).

    Além disso, o álcool exige muito do seu fígado, que precisa metabolizar a bebida. O órgão também é escalado para o metabolismo dos medicamentos. Quando as duas coisas se juntam, o fígado fica sobrecarregado, o que não apenas pode mudar os efeitos das drogas, mas levar a quadros de toxicidade hepática. O exemplo mais famoso é a combinação de bebida com o paracetamol, que pode levar a inflamações potencialmente fatais.

    O uso de álcool com ansiolíticos ou inibidores de apetite é outro combo perigoso, podendo potencializar efeitos sedativos, levar a síncopes e até coma.

    Outros cuidados

    Vale ter em mente que o nível de tolerância alcoólica varia muito de acordo com fatores individuais, que envolvem sexo, idade, peso e muitas outras questões. Isso pode gerar impressões equivocadas de que algumas combinações são inócuas porque alguém que você conhece não teve problemas ao tomar álcool com determinado remédio.

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    O fato é que não dá para ter certeza. Uma combinação que passa incólume por outra pessoa não está isenta de riscos para você, e vice-versa.

    É óbvio: o risco é maior quanto mais você bebe, ou quanto maior for seu uso de medicamentos. Mas não se iluda achando que beber pouco é o segredo para escapar dos perigos. Em qualquer situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que não existem níveis seguros de consumo de álcool.

    Mesmo que você não sinta problemas imediatamente pelo uso combinado com um remédio, os impactos de longo prazo podem levar a complicações de saúde com o tempo, estejam elas relacionadas ou não ao consumo de uma medicação em paralelo.

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