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Resistência bacteriana pode matar uma pessoa a cada três segundos

Se nenhuma medida for adotada, problema vai causar mais mortes que o câncer até 2050

Por Karolina Bergamo
8 jun 2016, 11h00 • Atualizado em 31 out 2017, 16h09
Erika Onodera
Erika Onodera (/)
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  • A capacidade de as bactérias resistirem aos antibióticos é uma encrenca cada vez mais grave. Tanto que, em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o primeiro relatório de vigilância à resistência bacteriana. O documento levou a entidade a declarar que o mundo está caminhando para uma era de pós-antibióticos, em que infecções comuns — como a que ocorre após um corte no dedo — poderiam voltar a causar mortes, e destacou a necessidade de uma colaboração global para resolver essa questão.

    De olho nisso, David Cameron, o primeiro ministro britânico, convocou o economista Lord Jim O’Neill para elaborar uma revisão sobre o tema e propor um plano para impedir que o mundo seja, nas palavras do político, “lançado de volta para a idade das trevas da medicina”. Antes de prosseguir com detalhes do plano, cabem parênteses: você deve estar se perguntando por que um economista foi chamado para falar sobre o assunto, não é? Pois o próprio Jim O’Neill também levantou essa questão no prefácio do documento. “A resposta que recebi foi que muitos dos problemas urgentes do mundo são também econômicos. Daí a necessidade de um economista focado em questões macroeconômicas e economia mundial para criar as soluções”, escreveu.

    Voltando aos dados do relatório: O’Neill afirma que, se nada for feito, até 2050 podemos chegar a um ponto em que a resistência bacteriana causará mais mortes do que as provocadas por câncer atualmente. Nos Estados Unidos, as superbactérias (como são conhecidas as sobreviventes aos antibióticos) já são responsáveis por mais de 2 milhões de infecções e 23 000 mortes por ano.

    Além de trazer dados e estimativas sobre o problema, o relatório feito pelo economista inglês propõe 10 atitudes que podem ser tomadas no enfrentamento da doença. Entre elas, destacamos as quatro a seguir:

    1. Realização de uma campanha global para a conscientização pública sobre o problema
    Para lutar contra essa situação, antes é preciso conhecê-la. Faça sua parte: compartilhe a informação com seus conhecidos.

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    2. Desenvolvimento de novos antibióticos
    Já que as bactérias criaram resistência aos remédios existentes, é preciso investir na criação de novas drogas para combater as infecções.

    3. Redução do uso desnecessário de antibióticos
    Tomar antibiótico sem o pedido médico não é uma opção. Inclusive, é um dos fatores que causam esse problema das superbactérias.

    4. Controlar as metas para o uso de antibióticos na agricultura
    70% dos antibióticos clinicamente importantes para os seres humanos também são vendidos para uso animal. É importante não exagerar neles também.

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