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Tecnologia ajuda a prever quem terá sequelas da covid-19

Experiência do Hospital das Clínicas, referência no tratamento de casos graves da infecção, levou à criação de algoritmo preditor de complicações respiratórias

Por Da Redação
4 dez 2024, 14h07 •
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Algoritmo usou dados de pacientes reais para identificar fatores de risco para sequelas pulmonares da infecção pelo coronavírus (Thiago Lyra/Veja Saúde)
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  • Estima-se que 75% das pessoas acometidas por versões graves da covid-19 tenham algum grau de comprometimento pulmonar, que pode exigir acompanhamento específico meses depois da alta hospitalar.

    No auge da pandemia, a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) tratou centenas destes pacientes. Assim, foi referência para outros centros brasileiros e se tornou um polo de conhecimento científico.

    Dois anos depois desse período mais intenso, uma das iniciativas da instituição foi reconhecida na categoria Prevenção e Promoção da Saúde do Prêmio Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica.

    O trabalho na linha de frente, aliado ao desenvolvimento tecnológico, permitiu que um time da instituição elaborasse um software para detectar e prevenir a evolução de lesões pulmonares com potencial de deixar sequelas nas pessoas recuperadas da infecção.

    “Queríamos saber quem era o paciente que precisaria de exames mais caros e pouco acessíveis, como a tomografia computadorizada”, comenta o pneumologista Carlos Carvalho, do Instituto do Coração (InCor) da USP, coordenador do projeto.

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    Para isso, os pesquisadores recorreram a programas de machine learning (aprendizado de máquina) para analisar dados de mais de 700 pacientes que passaram pela UTI, inclusive meses depois da alta.

    O programa de computador analisa quatro indicadores, obtidos em testes simples, baratos e rápidos. São eles: um questionário sobre dispneia, nome técnico da falta de ar, raio-x de tórax, oximetria e espirometria.

    Isolados, eles não dizem muito sobre o risco individual. Combinados, porém, e analisados pela máquina, eles dão uma nota de comprometimento pulmonar, e é essa pontuação que indica a necessidade da tomografia. A tecnologia foi ensinada a médicos de unidades básicas de saúde (UBS) para avaliar quais indivíduos estariam em risco de ter complicações pós-Covid.

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    Além de criar o software, a equipe do InCor também mostrou que os problemas duradouros no pulmão são frequentes e exigem atenção médica.

    Assista ao vídeo abaixo para entender como funciona a iniciativa:

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    E clique aqui para conhecer os outros vencedores da edição de 2024 do Prêmio Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica.

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