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Tireoidite de Hashimoto: a principal causa de hipotireoidismo

Os sintomas, as causas, o diagnóstico, o tratamento. Saiba o que é a tireoidite de Hashimoto e como lidar com ela

Por Maurício Hirata, Head Nacional de Endocrinologia da Brazil Health* 22 Maio 2024, 12h44 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h59
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A tireoidite de Hashimoto compromete a produção de hormônios tireoidianos. (Foto: Veja Saúde/Veja Saúde)
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A tireoidite de Hashimoto é a causa mais frequente de hipotireoidismo – que é a queda ou ausência de produção de hormônios pela glândula tireoide. Ela é provocada pela geração de anticorpos que agridem a própria glândula, ou seja, é uma doença autoimune.

O quadro ocorre mais no sexo feminino, mas não é exclusivo das mulheres e possui forte componente hereditário. Se você tem a mãe ou o pai com hipotireoidismo provocado pela tireoidite de Hashimoto, fique atento.

Quais são os sintomas da tireoidite de Hashimoto?

São os clássicos do hipotireoidismo: ganho de peso, queda de cabelos, pele seca, falta de energia, sonolência excessiva, mudanças no humor como depressão, alterações menstruais, diminuição do hábito intestinal, queda da frequência cardíaca e da libido… São muitos os possíveis sintomas.

Como é feito o diagnóstico?

Pela dosagem dos anticorpos anti-tireoide e dos hormônios tireoidianos. Um exame de ultrassom pode evidenciar as lesões provocadas pelos anticorpos.

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Como é o tratamento?

Via de regra, com a reposição da levotiroxina, que é o hormônio da tireoide, administrada sempre em jejum. Mas, hoje, existe um exagero no tratamento da tireoide de Hashimoto, pois administra-se hormônio sem os níveis dos hormônios estarem alterados.

Em pessoas que tem os anticorpos elevados, mas não estão usando o hormônio da tireoide, o ideal é evitar suplementos a base de iodo, ou exagerar na ingestão de alimentos riquíssimos nessa substância, como algas marinhas. Isso porque o iodo em altas doses pode suprimir a produção de hormônios tireoidianos ou aumentar a inflamação da glândula.

O tratamento é para sempre, e as dosagens dos hormônios devem ser periódicas para ajustar a posologia do medicamento. Importante lembrar que, quando você for fazer dosagem dos hormônios da tireoide, é importante evitar por uma semana antes da coleta o uso de biotina – que está frequentemente presente nos polivitamínicos e em tratamento capilares. Isso para evitar diagnóstico errôneo.

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Sempre procure um médico especializado, se possível um endocrinologista, para fazer o tratamento correto.

*Maurício Hirata é Head Nacional de Endocrinologia da Brazil Health, membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio Libanês, integrante da Endocrine Society, da American Association of Clinical Endocrinology e da European Society of Endocrinology.

(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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(Logo: Brazil Health/Reprodução)

 

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