Mês do Consumidor: Saúde por apenas 9,90

Tratamento inédito com edição genética é aprovado

Estados Unidos e Grã-Bretanha deram sinal verde à primeira terapia baseada em CRISPR, técnica que rendeu um Prêmio Nobel

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
19 jan 2024, 14h31 •
CRISPR-genetica
Técnica de edição genética revoluciona tratamento de doenças raras (Tomas Arthuzzi/Veja Saúde)
Continua após publicidade
  • Imagine trocar precisamente uma pequena sequência no DNA para corrigir uma “falha” por trás de uma enfermidade.

    Eis o princípio do CRISPR, sigla do principal método de edição genética e fruto de anos de pesquisas que culminaram no Prêmio Nobel de Química de 2020. Hoje ele movimenta intensas e promissoras experiências mundo afora e já colhe frutos.

    O Reino Unido foi o primeiro país a liberar uma terapia com CRISPR, decisão seguida pela agência regulatória americana.

    + Leia também: A revolução do CRISPR está chegando ao Brasil

    O tratamento, da empresa de biotecnologia Vertex, visa corrigir o defeito genético responsável por duas condições hematológicas, a doença falciforme e a talassemia beta, que comprometem a qualidade de vida dos pacientes e os obrigam a transfusões de sangue periódicas.

    Nos estudos, a inovação foi capaz de levar a uma expressiva remissão dos sintomas. O debate agora envolve o custo da terapia — embora dependa de uma única dose, poderá chegar a milhões de dólares

    Continua após a publicidade

    +Leia também: Anemia falciforme: o cenário do tratamento e as perspectivas (genéticas)

    O que é o CRISPR?

    Metodologia é inspirada no comportamento de bactérias e reúne inúmeras promessas

    Origem natural

    Para se protegerem, algumas bactérias cortam o material genético de vírus intrusos e o registram no próprio DNA. Quando se encontram de novo com eles, a mesma “tesoura” é enviada para podá-los.

    + Leia também: CRISPR, uma ferramenta de edição genética, no tratamento do câncer

    Transposição

    Os pesquisadores usam a mesma lógica para montar uma molécula composta de um RNA guia — que mostra o ponto de corte — e a enzima nuclease, que realiza a ação no lugar desejado do DNA.

    Continua após a publicidade

    Aplicação clínica

    Os cientistas podem, assim, cortar o gene e deixar que o DNA se conserte sozinho, ou inserir uma nova sequência, a ser usada como molde pelas enzimas que fazem o reparo no genoma.

    CRISPR-genetica
    Entenda como funciona a edição genética por CRISPR (Tomas Arthuzzi/Veja Saúde)
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Sua saúde merece prioridade!
    Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.