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Ureia: o composto que pode revelar problemas renais

Quando está em excesso, o principal componente da urina pode ser tóxico ao organismo e indica disfunções nos rins

Por Luana Pazutti
28 out 2024, 14h02 •
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Quando a função renal fica comprometida, um dos indicativos em exames de sangue costuma ser a elevação dos níveis de ureia (Freepik/Freepik)
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  • Produzida pelo fígado, a ureia é um composto nitrogenado eliminado por meio da urina e do suor.

    A substância, que resulta da quebra dos aminoácidos, é filtrada pelos rins e pode servir como um meio para avaliar a saúde desses órgãos.

    Níveis altos de ureia costumam revelar doenças e disfunções renais. Níveis baixos, por outro lado, tendem a não ser preocupantes, mas também exigem acompanhamento médico.

    O que é ureia?

    Também conhecida como carbamida, a ureia é o principal componente orgânico da urina humana. Esse composto químico é formado a partir de uma cadeia de processos metabólicos, que envolvem a quebra dos aminoácidos que formam as proteínas.

    Sua produção inicia no fígado, onde esses aminoácidos são convertidos em amônia, gás carbônico, água e energia. 

    Como o corpo humano não consegue excretar a amônia por conta de sua toxicidade celular, o fígado combina o nitrogênio presente na amônia com carbono, hidrogênio e oxigênio – formando a ureia

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    Depois de metabolizada, a molécula é filtrada pelos rins e excretada por meio da urina e do suor. 

    Essa eliminação é extremamente importante, pois a ureia é um resíduo nitrogenado. Embora seja essencial para a manutenção dos órgãos e tecidos, o nitrogênio pode ser tóxico para o organismo quando ultrapassa as quantidades toleradas.

    +Leia também: Radar da saúde: a preocupante ascensão da doença renal crônica

    Para que serve a ureia?

    A ureia é utilizada como um parâmetro essencial para avaliar a função renal. Afinal, quando há algum problema nos rins, a eliminação do composto fica comprometida, aumentando a sua presença no organismo. 

    Outra aplicação da ureia é no cenário industrial. Esse composto pode ser produzido artificialmente, a partir de uma reação entre a amônia e dióxido de carbono em um reator de alta pressão. O resultado disso é uma substância amplamente empregada para a fabricação de fertilizantes, produtos farmacêuticos e resinas.

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    O exame de ureia

    A avaliação dos níveis de ureia é indicada sempre que há suspeitas de disfunções renais. Além disso, ela pode ser recomendada como parte do acompanhamento de doenças que afetam os rins, como hipertensão arterial e diabetes

    O exame é realizado por meio da coleta de uma amostra de sangue. Em geral, o teste avalia ainda o nível de outras substâncias, como a creatinina – cujo excesso também é sinal de que algo não vai bem nos rins. 

    Os valores de referência para a ureia podem variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente e a metodologia de análise. Contudo, geralmente considera-se entre 20 a 50mg/dL para adultos. Para crianças, os números ficam entre 10 a 40mg/dL.

    Meus níveis de ureia estão altos, e agora?

    Chamada de uremia, a elevação das quantidades de ureia no sangue costuma indicar doenças e disfunções renais ou do fígado. Entretanto, também pode estar atreladas a outros problemas, como:

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    • Desidratação;
    • Queimaduras graves;
    • Consumo excessivo de proteínas;
    • Uso de medicamentos;
    • Problemas gastrointestinais;
    • Obstruções e infecções no trato urinário.

    E se os níveis de ureia estiverem baixos?

    De modo geral, baixos níveis de ureia podem estar associados à falta de proteínas na alimentação, gravidez ou desnutrição. Falência hepática e problemas musculares são outras razões para a baixa na ureia. Essa condição, contudo, não é comum nem costuma ser motivo para preocupação.

    Mas então, como saber quando procurar um médico? Seja acima ou abaixo da média, a quantidade de ureia no sangue só pode ser avaliada por um profissional de saúde, que indicará se outros exames são necessárias e vai recomendar o melhor curso de tratamento. 

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