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Vírus de resfriado pode causar obesidade? Saiba o que a ciência diz sobre essa relação

Em estudos in vitro e em animais, o adenovírus 36 formou células de gordura — mas a sua relação com a obesidade humana ainda precisa ser melhor estudada

Por Larissa Beani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
7 jul 2025, 18h00 •
virus
A ciência já relacionou infecções virais à obesidade (National Institute of Allergy and Infectious Diseases/Unsplash)
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  • Má alimentação, sedentarismo, alterações hormonais, predisposição genética… são muitos os fatores que influenciam o desenvolvimento da obesidade, condição que afeta uma a cada oito pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Para além dessas razões, já bem estabelecidas pela ciência, há também evidências de que outros elementos podem induzir o ganho de peso. A partir dos anos 2000, por exemplo, pesquisadores começaram a encontrar relações entre infecções virais e o aumento dos números na balança.

    “O adenovírus 36 (Adv 36) é o mais estudado entre eles”, citou Bruno Geloneze, endocrinologista e professor da Universidade Estadual de Campinas, em palestra sobre como a ciência tem buscado respostas para o boom da obesidade ao longo da história.

    + Leia também: De boca costurada a tireoide de ovelha: o bizarro passado do tratamento da obesidade

    Vírus causa obesidade?

    As evidências que fundamentam essa suspeita estão calcadas principalmente em pesquisas in vitro e com animais. “Em estudos com camundongos, o adenovírus 36 causou o aumento de peso nesses animais, porque ele tem uma ação adipogênica, isto é, ele estimula o crescimento do tecido adiposo”, explica Geloneze.

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    Uma das explicações para esse comportamento é que proteínas encontradas no vírus têm a capacidade de transformar células-tronco animais em adipócitos, que são células de gordura, e de estimular a sua proliferação.

    Em humanos, alguns estudos encontraram uma relação entre a prevalência da obesidade e a presença de antígenos contra o adenovírus 36 —mas não há conclusão sobre o tema.

    Uma revisão sistemática publicada em 2021 no International Journal of Obesity, do renomado grupo Nature, avaliou 37 artigos sobre o tema.

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    + Leia também: Como melhorar o acesso ao tratamento da obesidade no país?

    Desses, 31 encontraram uma relação entre a infecção pelo vírus e a obesidade, o ganho de peso ou mudanças metabólicas em crianças, adolescentes ou adultos; quatro não apresentaram associação com obesidade e um não mostrou conexão nenhuma com qualquer uma dessas alterações. Um último concluiu que o vírus, ao invés de causar, protegia contra a obesidade.

    “Devido à multicausalidade da obesidade e à heterogeneidade dos estudos, os testes diagnósticos devem ser padronizados e facilmente acessíveis à população para estimar a prevalência geral da infecção por Adv36 e sua associação com a obesidade”, defendem os autores do artigo.

    No geral, a infecção pelo adenovírus 36 em humanos causa sintomas respiratórios e oculares, como tosse, coriza, dor de garganta, febre e conjuntivite — assemelhando-se a um forte resfriado.

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    Alguns cientistas apostam que, no futuro, o vírus ainda possa ser um alvo no tratamento a obesidade ou até uma ferramenta no controle do diabetes,. Mas, por enquanto, os estudos ainda engatinham.

     

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