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Wegovy no SUS: quem pode tomar e onde será distribuído

Farmacêutica anunciou projeto piloto que vai distribuir medicamento antiobesidade em unidades de saúde pública do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul

Por Maurício Brum 10 mar 2026, 11h34 • Atualizado em 10 mar 2026, 11h39
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Semaglutida é princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy (Foto: David Petrus Ibars/Getty Images)
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  • A farmacêutica Novo Nordisk, empresa por trás de algumas das principais canetas emagrecedoras no mercado atualmente, anunciou a criação de um programa que vai oferecer o Wegovy em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, além de um terceiro local que ainda não foi anunciado.

    O programa piloto faz parte de ações de acesso equitativo anunciadas no Dia Mundial da Obesidade, no último 4 de março. A ideia é poder observar, em populações mais amplas e a longo prazo, o impacto do uso da semaglutida na saúde pública, também em termos socioeconômicos.

    Hoje, não há canetas emagrecedoras disponíveis de forma ampla no SUS. Os resultados do programa poderiam fornecer mais subsídios para a incorporação desses medicamentos à saúde pública brasileira no futuro.

    Saiba mais sobre a iniciativa.

    Quem terá acesso ao Wegovy no SUS?

    O programa piloto da Novo Nordisk, em parceria com o Ministério da Saúde, vai contemplar três unidades do SUS pelo país. Duas delas já estão definidas:

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    • a rede pública federal de Porto Alegre, no Grupo Hospitalar Conceição (GHC);
    • a rede estadual do Rio de Janeiro, por meio do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede)

    O terceiro município que terá acesso ao Wegovy na rede pública ainda não foi definido.

    De acordo com a farmacêutica, cada centro médico terá autonomia para definir os critérios de elegibilidade para receber a semaglutida, considerando os próprios protocolos e a realidade do atendimento em nível local.

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    A ideia é que sejam incluídos pacientes com obesidade que já são atendidos nessas instituições, considerando aspectos como o índice de massa corporal (IMC) e a presença de comorbidades.

    Incorporação definitiva não tem data para ocorrer

    Apesar de gerar grande expectativa, a chegada de canetas emagrecedoras de forma ampla ao SUS segue encontrando obstáculos relacionados à viabilidade econômica. Para a disponibilização na saúde pública, medicamentos devem ser aprovados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

    No caso da semaglutida, princípio ativo do Wegovy (e do Ozempic), a Conitec deu parecer desfavorável em uma análise concluída no ano passado – que também votou contra a incorporação da liraglutida.

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    Segundo a comissão, apesar de os medicamentos serem seguros e eficazes, ainda há dúvida sobre a custo-efetividade, relação que considera se o investimento no remédio será compensado pelo que os cofres públicos economizariam com uma redução das doenças tratadas pelo fármaco.

    Um dos pontos citados pela Conitec é a necessidade de uso contínuo do medicamento, com risco de reganho de peso em caso de interrupção.

    Até o momento, o oferecimento de canetas emagrecedoras pelo SUS depende de iniciativas locais, que também têm gerado controvérsia: em fevereiro, o município de Urupês, em São Paulo, chegou a anunciar que distribuiria Mounjaro na rede pública.

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    Posteriormente, porém, revelou-se que os pacientes na verdade receberiam a versão manipulada da tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro), apresentação que pode não ter a mesma segurança e eficácia do produto original.

    No caso do novo programa da Novo Nordisk, serão distribuídas doses originais de semaglutida, comercializada sob o nome de Wegovy, e com indicação formal para o tratamento de obesidade e sobrepeso com comorbidades. Para alcançar os resultados desejados, o fármaco deve ser empregado de forma concomitante a uma dieta hipocalórica e a exercício físico aumentado para controle de peso.

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