Depressão dobra o risco de morte após um ataque cardíaco
Pesquisa inédita mostra que esse problema psiquiátrico é uma baita ameaça para quem passou por infarto ou outras panes no peito
A conturbada relação entre depressão e coração será um dos destaques da 66ª edição do Annual Scientific Session, evento realizado pela American College of Cardiology, nos Estados Unidos. Isso porque, depois de analisar informações médicas de 25 mil pessoas, cientistas norteamericanos concluíram que sentimentos negativos impactam na taxa de mortalidade relacionada a doenças cardiovasculares.
Todos os voluntários incluídos na investigação sofreram pelo menos um infarto ou foram diagnosticados com algum tipo de angina (dor ou desconforto no peito). Desses, 3 646 começaram a apresentar sintomas de depressão ao longo dos dez anos seguintes.
O que intrigou mesmo os pesquisadores foi o fato de metade do grupo mais melancólico ter falecido durante esse período. Entre a turma de bem com a vida, o índice foi de 38%.
Apesar de considerarem diversos fatores de risco, como idade e gênero, os experts afirmam que, de modo geral, quem se torna depressivo após encarar esses perrengues está duas vezes mais propenso a um final nada feliz. Um desafio e tanto, já que receber um diagnóstico assim frequentemente derruba o ânimo dos pacientes.
“Tais resultados mostram que, nesses casos, ter um acompanhamento emocional pode ajudar a evitar desfechos fatais em curto, médio e longo prazo”, ressaltou a cardiologista e epidemiologista Heidi May, autora do estudo, em comunicado à imprensa.
“Respiração anal”: entenda técnica que está em estudos para uso em casos graves
A palavra final dos nutricionistas sobre 12 comidas e bebidas de praia
Os dilemas do protetor solar: o que é mito e o que é verdade sobre os filtros
Piromania: existe tratamento para a fixação pelo fogo?





