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Doomscrolling: consumo excessivo de notícias ruins faz mal à saúde

Relacionado ao vício em telas, fenômeno que leva a atualizar constantemente a linha do tempo apesar do conteúdo deprimente se intensificou nos últimos anos

Por Maurício Brum
5 nov 2025, 16h34 • Atualizado em 7 nov 2025, 16h15
doomscrolling-celular-telas
Exposição constante às mazelas que a web entrega traz problemas para mente e corpo (Dragana_Gordic/Freepik)
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  • É o novo mal do século: com um celular na mão o dia todo, internet funcionando em quase qualquer lugar e redes sociais nos bombardeando a cada segundo com novidades, pode ser bem fácil acabar caindo em uma espiral de notícias ruins… e, mesmo assim, seguir engajando com elas, criando um ciclo vicioso em que os algoritmos entregam ainda mais esses conteúdos.

    O fenômeno é conhecido pelo termo em inglês doomscrolling, que chegou a ser eleita uma das palavras do ano pela Oxford em 2020. Justamente o ano em que, trancafiados em casa durante a pandemia, ficamos ainda mais condenados a uma segunda vida através das telas, consumindo uma torrente infinita de mazelas pela web.

    Sem uma tradução exata (algumas propostas mais literais sugerem “rolagem do juízo final” ou “rolagem da desgraça”), o doomscrolling se refere à ação de seguir baixando na linha do tempo, por horas a fio, mesmo que as notícias que venham sejam cada vez mais negativas. E isso faz muito mal à saúde! Entenda melhor esses impactos.

    +Leia também: Como circular nas redes sociais sem afetar a saúde

    Como o doomscrolling detona sua saúde

    Há impactos físicos e psíquicos no consumo rotineiro e excessivo de notícias ruins. A consequência mais óbvia é uma maior propensão a quadros de ansiedade, estresse e depressão, demonstrada por diferentes estudos ao redor do mundo nos últimos anos.

    O doomscrolling também está diretamente associado ao vício em telas e redes sociais de modo geral. O mecanismo é o mesmo: ainda que, neste caso, o algoritmo esteja entregando algo negativo, seu cérebro já foi condicionado à busca pela satisfação de dopamina que vem ao girar a roleta da timeline mais uma vez, atualizando na esperança de que algo novo apareça.

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    É claro que esse fenômeno acaba também se refletindo na saúde física. Os transtornos de saúde mental impulsionados pelo doomscrolling podem levar a uma tensão que causa dores musculares e de cabeça, além de provocar alterações no apetite e consequências relacionadas à piora na forma como você se alimenta.

    A dependência de telas, com ou sem doomscrolling, também leva a uma má higiene do sono, favorecendo quadros de insônia. Dormir mal, por sua vez, torna-se um elemento a mais nesse ciclo de desgraças para a saúde, piorando todos os problemas que já existem, sejam eles físicos ou psicológicos.

    +Leia também: Dormir com o celular na cama faz mal à saúde? Entenda como

    É possível escapar do doomscrolling?

    Se você já desenvolveu uma dependência de telas e redes sociais, mudar esses hábitos exige um esforço ativo. Em geral, o vício já se instalou sem que a própria pessoa perceba: mexer no celular, afinal, parece apenas algo natural no dia a dia, mesmo que engula cada vez mais horas da sua rotina.

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    Especialistas indicam alguns passos que você pode tomar na própria forma como os apps operam: suspenda as notificações que aparecem na tela nos aplicativos de redes sociais e, sempre que possível, delete aqueles que você identifica como os maiores culpados por entregar notícias negativas.

    Tente, ainda, criar limites de quanto tempo você usa esses apps. Alguns celulares permitem inclusive “bloquear” com senha certos aplicativos que ficam abertos por um tempo além do definido pelos usuários.

    Em casos extremos, pode ser necessário abrir mão por completo do celular por alguns dias, em uma espécie de “detox” digital.

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    São situações em que pode ser muito mais difícil fugir desse hábito danoso por conta própria. Por isso, se sentir que o uso de telas e o doomscrolling estão produzindo impactos deletérios no seu dia a dia, não hesite em recorrer a ajuda de familiares, amigos ou até profissionais especializados em lidar com esse mal contemporâneo.

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