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Fim do BBB 24: o que aprendemos sobre saúde mental?

Confinamento, dinâmicas sociais estressantes e convívio forçado comprometem o bem-estar de qualquer um, não só de participantes do Big Brother Brasil

Por Juliana Orrico, psicóloga*
16 abr 2024, 09h52 • Atualizado em 16 abr 2024, 10h21
BBB_24
Hoje é a final do Big Brother Brasil de 2024 (Foto: TV Globo/Divulgação)
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  • A chegada da grande final do Big Brother Brasil 2024 é uma ótima oportunidade para refletirmos sobre a saúde mental. De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas no mundo enfrentam algum tipo de transtorno psicológico. E um programa como o BBB traz à tona questões importantes, já que muitos dos participantes entram na casa com históricos de transtornos mentais não tratados.

    Quando colocados em situação de confinamento, a soma da exposição extrema (câmeras, público e votos) e pressão intensa resulta em desafios significativos para a saúde mental dos participantes. As rotinas altamente modificadas e o isolamento social trazem mudanças drásticas, privando os jogadores de sua sensação de segurança pessoal.

    Essa situação pode aumentar o risco de surtos psicóticos, como vimos ocorrer nesta edição, com Vanessa Lopes. A participante pediu para sair do programa após crises de estresse, insônia e ansiedade.

    Outro fator importante a se considerar é o convívio 24 horas por dia com pessoas desconhecidas e a constante pressão imposta pelas dinâmicas do programa, que aumentam a vulnerabilidade emocional dos participantes. Muitos podem perder o controle, especialmente aqueles com transtornos mentais não diagnosticados ou não tratados.

    Um exemplo marcante foi o caso de Yasmin Brunet, que foi exposta diariamente a críticas e piadas sobre sua alimentação e corpo, gatilhos conhecidos para quem sofre com o transtorno de compulsão alimentar.

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    A fim de evitar danos à saúde mental decorrentes do confinamento, é essencial implementar medidas de cuidado e tratamentos condizentes. Os participantes com históricos de transtornos mentais devem receber acompanhamento e suporte contínuos dentro e fora da casa.

    +Leia também: A “fome emocional” e o seu impacto na saúde

    Além disso, é fundamental promover um ambiente que respeite a saúde mental de todos os envolvidos, oferecendo recursos de apoio e educando os participantes sobre a importância do autocuidado e da busca por ajuda profissional, quando necessário.

    O fim do BBB 24 nos lembra da necessidade de priorizar a saúde mental sob toda e qualquer circunstância, especialmente em ambientes desafiadores como um confinamento. Somente com o cuidado e a atenção adequados podemos garantir que todos os participantes saiam vencedores desta experiência, isto é, com a saúde mental intacta

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    *Juliana Orrico é psicóloga e mestre em Família na Sociedade Contemporânea.

    (Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

    brazil-health

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