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Dermatite atópica em cães e gatos: das causas ao tratamento

Até 15% dos pets desenvolvem essa inflamação na pele, marcada por lesões e coceira

Por Larissa Beani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
5 dez 2024, 17h55 • Atualizado em 6 dez 2024, 23h13
gato-lambedura
Dermatites afetam cães e gatos, causando sintomas como coceira constante, lambedura excessiva, feridas na pele e queda de pelo (Alexandra Mirgheș/Unsplash)
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  • O surgimento de machucados e vermelhidão na pele, acompanhados de coceira e lambedura intensa, são os principais sinais de dermatite atópica em animais de estimação.

    “Ela é uma inflamação em que falhas na barreira de proteção cutânea geram irritações e lesões ao tecido, provocando incômodos e dor ao animal“, explica Márcia Lima, docente de pós-graduação em dermatologia da Faculdade Veterinária Qualittas.

    Assim como o quadro em humanos, a dermatite atópica em cães e gatos é multifatorial, ou seja, depende de predisposições genéticas e exposição a alérgenos que podem estar no ambiente, na alimentação ou se dar pela picada de parasitas.

    A doença costuma aparecer até os 5 anos de idade e tende a perdurar por toda a vida. “A dermatite atópica é uma doença crônica, que não tem cura, mas pode ser bem controlada”, afirma Lima. Estima-se que entre 10 e 15% dos cães e gatos tenham a doença.

    A seguir, saiba como é feito o diagnóstico da dermatite atópica em cães e gatos e conheça as opções de tratamento disponíveis hoje.

    + Leia também: Dermatite em cães: ela não para de crescer, mas há nova solução à vista

    Sintomas de dermatite em cães e gatos

    Por se tratarem de inflamações na pele, as dermatites são bem aparentes e podem ser facilmente reconhecidas em diferentes espécies e raças. Em geral, os principais sinais são:

    • vermelhidão na pele;
    • surgimento de lesões (geralmente sem pus, o que indica que não há infecção por bactérias);
    • descamação, crostas, caspa (dermatite seborreica);
    • coceira constante;
    • lambedura intensa em determinada região;
    • queda de pelos;
    • mau cheiro pelo aparecimento de lesões e desequilíbrio da microbiota da pele.
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    Além disso, as dermatites também podem estar associadas a otites (inflamações no ouvido) e acne.

    + Leia também: Uma loção para aliviar sintomas da alergia a gatos e cachorros

    Causas

    Não há causas conhecidas para a dermatite atópica, mas sabe-se que ela pode ser desencadeada por diversos fatores, como predisposição genética e alergias.

    “Em cães e gatos, as crises geralmente ocorrem associadas à exposição a poeira domiciliar, picada de pulgas e outros parasitas e ao consumo de alimentos que causem irritação ao pet“, lista Márcia Lima. O contato com pólen, ácaros e fungos também pode desencadear ou piorar a inflamação.

    Raças mais propensas

    Algumas raças são mais predispostas a desenvolver dermatite do que outras. Entre as caninas, destacam-se Golden Retriever, Labrador, Shih-tzu, Lhasa Apso e  Yorkshire.

    Já entre os felinos, estão em maior risco os abssínios, somalis, siameses, himalaios, persas, Devon Rex e Maine Coon.

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    A dermatite atópica é menos frequente em animais sem raça definida, mas é possível que eles a desenvolvam também.

    Outro fator que pode desencadear crises é o estresse, que provoca a chamada dermatite psicogênica.

    Diagnóstico

    O diagnóstico leva em conta a avaliação clínica do cachorro e do gato, além da realização de exames que identifiquem alergia e que descartem inflamação por infecções bacterianas ou fúngicas.

    “Em geral, o tutor e seu pet passam bastante tempo em busca de uma resposta para as reações presentes na pele, mas esse caminho pode ser encurtado com a avaliação de um profissional especializado, por isso, procurem sempre um dermatologista veterinário“, orienta Lima.

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    + Leia também: Exames prontos em minutos agilizam cuidados com os pets

    Tratamento da dermatite

    Os cuidados podem envolver o uso de shampoos, pomadas e cremes, além de medicamentos de efeito antialérgico e antibióticos que devem ser prescritos pelo veterinário de confiança.

    Para casos resistentes e de difícil controle, é possível também recorrer à imunoterapias, que tem por objetivo fazer com que o sistema imunológico do animal crie tolerância aos alérgenos.

    Além do tratamento medicamentoso, é importante que os tutores tenham o cuidado de evitar que os pets entrem em contato com os alérgenos que podem desencadear crises. “A limpeza do ambiente é muito importante, assim como cuidados no banho do pet. O veterinário que o acompanha saberá indicar quais produtos são indicados para cada caso”, aconselha Lima.

    Ajustes na alimentação também são necessários. “Estabelecer uma dieta variada, com ração e ingredientes de boa qualidade, e bastante hidratação são cuidados que dão resultados na pele e na pelagem dos pets”, complementa a veterinária.

    No caso de animais com dermatite psicogênica, estímulos como brincadeiras e passeios podem ajudar a controlar o quadro — e o uso de antidepressivos e ansiolíticos também pode ser necessário.

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    “É importante que os pets estejam sempre com a vacinação em dia e também utilizem antiparasitários e antipulgas regularmente”, conclui a professora da Faculdade Veterinária Qualittas.

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