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Chá verde: benefícios para dar e vender

Ele ficou conhecido no Brasil como aliado do emagrecimento. Mas a verdade é que a bebida tem vários outros trunfos na manga

Por Thaís Manarini 19 mar 2017, 16h00 | Atualizado em 25 jul 2017, 16h50
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Há muitos motivos para tomar chá verde  (Foto: Alex Silva/A2 Estúdio)
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Ele é tão popular no Oriente, seu berço, quanto o refrigerante ficou no Ocidente. Mas há uma diferença gritante aí: o chá verde, ao contrário da bebida gasosa, proporciona diversas bençãos ao organismo. Ainda bem que não é nenhum sacrifício encontrá-lo hoje em território verde e amarelo.

Preparada a partir da planta Camellia sinensis, a infusão se tornou bem popular por aqui. Pudera. Trata-se do campeão em polifenóis e, portanto, no quesito antioxidantes. Isso ajuda a explicar por que seu consumo foi associado a uma melhora na circulação de sangue sanguínea e, consequentemente, a uma queda na pressão arterial – fator que blinda contra infartos e derrame.

Evidências ainda sugerem que o líquido merece um espaço de destaque na vida de quem quer domar os picos de glicose no sangue. De novo, os compostos envolvidos na benfeitoria são os antioxidantes – especificamente, os polifenóis. Eles aumentariam a atividade de receptores que ficam na superfície da célula e permitem que a glicose entre lá dentro.

Em resumo, isso driblaria a resistência à ação da insulina – situação que impede a saída do açúcar da corrente sanguínea. Anote aí algumas ponderações. Em primeiro lugar, diabéticos não podem encarar a bebida como um santo remédio. Mais: não faz sentido esperar uma força na manutenção da glicemia se lotar a xícara de açúcar.

Um conselho

Há macetes para preparar o chá verde e manter suas propriedades. Um deles é evitar que a água ferva para evitar que as folhas fiquem cozidas e com gosto amargo. Recomenda-se também consumir a bebida assim que ficar pronta, antes que os antioxidantes se degradem.

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Mas o motivo que levou o chá verde a ser difundindo no Ocidente foi, na realidade, sua aptidão em facilitar o emagrecimento. É que a bebida tem efeito termogênico, ou melhor, eleva a temperatura do corpo, acelerando, assim, a queima de calorias.

Para ver a cintura afinar, são indicadas aproximadamente cinco xícaras por dia – isso se não houver contraindicações, como a existência prévia de problemas no fígado.

Na hora de comprar a matéria-prima, convém ter alguns cuidados, como priorizar lojas que trabalhem com folhas de qualidade e extrato seco padronizado. Aliás, essa história de ficar atento ao produto comprado – e, depois, à forma de preparo – é essencial para colher todos os talentos desse chá.

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No currículo dele, aliás, estão indícios de proteção contra o câncer. É que uma de suas substâncias, a epigalocatequina, suprime a proliferação celular e combate inflamações. Mas tem um porém. Os resultados de estudos que investigam essa relação ainda são conflitantes. Uns mostram proteção, outros apontam que beber o chá não faz diferença… Daí a importância de preparar direitinho a infusão e investir nela com regularidade (e sem abusos).

Mas saiba que esse não é o chá mais apropriado para tomar à noite, se a intenção for embalar o sono. Como ele é rico em cafeína, pode prejudicar o descanso pleno de indivíduos mais sensíveis à substância. Também é adequado evitá-lo antes das grandes refeições, porque ele atrapalha a absorção de ferro. No mais, é só preparar e aproveitar.

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Dúvidas frequentes

Pode adoçar?
Poder, até pode. Mas o ideal é não usar açúcar branco no chá. Uma alternativa para quem não consegue consumi-lo ao natural é utilizar um pouquinho de mel. Até porque se adoçar muito o gosto original da bebida é mascarado.

Pode levar à geladeira?
Há quem diga que o melhor é consumir o chá logo depois do preparo (são cerca de cinco minutos em infusão), quando estiver morno. Mas, se preferir geladinho, existem evidências de que ele não perde suas propriedades antioxidantes.

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Pode tomar a latinha industrializada?
Olha, ela tem uma quantidade bem reduzida dos princípios ativos que conferem fama ao chá verde. Além disso, costuma concentrar açúcar e conservantes. Se não der para comprar as folhas, o sachê seria uma opção melhor.

Qual o limite do consumo?
A sugestão é tomar 1 litro por dia, isto é, de seis a sete xícaras ocidentais. Pessoas com problemas de saúde devem verificar com especialistas se podem (e em qual dose) tomar a bebida.

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