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Falta de potássio no sangue? Saiba sintomas e tratamentos da hipocalemia

Casos leves do problema podem ser inócuos, mas deficiência severa do nutriente pode até levar a problemas cardiovasculares

Por Vicenti Ciotta 23 fev 2026, 10h29 | Atualizado em 5 jun 2026, 08h36
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Alguns alimentos ricos em potássio: hipocalemia pode vir da má alimentação, mas costuma ter outras causas de fundo (jcomp/Freepik)
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Falta de potássio no sangue? Saiba sintomas e tratamentos da hipocalemia Priorizar nos meus resultados Google

A hipocalemia é a condição definida pela redução dos níveis de potássio no sangue, um mineral importante – entre outras coisas – para a regulação da pressão arterial.

A deficiência no nutriente pode ser inócua em indivíduos saudáveis, mas em casos graves pode provocar outras doenças, comprometendo funções cardíacas, respiratórias e musculares. Os sintomas mais comuns são fraqueza, dor e cãibras.

Quando o potássio fica abaixo do ideal?

Em geral, caracteriza-se como hipocalemia quando a concentração de potássio no sangue está abaixo de 3,5 miliequivalentes por litro (mEq/L). A concentração ideal – fora das células – é entre 4 e 5 mEq/L.

O mEq/L é a unidade de medida usada para expressar a concentração de eletrólitos nos líquidos corporais.

Em casos graves, com concentração de potássio abaixo de 2,5 mEq/L, a hipocalemia pode evoluir para distúrbios no coração, como arritmias, taquicardias, bradicardias, isquemias ou insuficiência. Há também casos de fraqueza e paralisia muscular, incluindo em músculos respiratórios, o que pode comprometer a capacidade de respiração.

Causas da hipocalemia

No organismo, a redução anormal do potássio se apresenta a partir de três principais causas:

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1- A perda do mineral pelo corpo, geralmente associada à desidratação. Ela pode ser ocasionada pelo uso de diuréticos, por distúrbios renais ou em situações de intoxicação alimentar, quando a pessoa sofre com diarreia e vômitos frequentes.

2- Quando há um aumento irregular da absorção de potássio pelas células, o que reduz sua circulação no sangue, uma situação que costuma estar associada ao uso de medicações ou a problemas como desregulações nos níveis de insulina.

3- Desnutrição ou transtornos alimentares que levam a uma redução do consumo de potássio.

Tem tratamento?

Os tratamentos têm como foco a reposição do potássio. Mas, como a hipocalemia é um sintoma de outros problemas, também é importante diagnosticar as causas para tratá-las ou prevenir que se repitam.

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Em casos leves e moderados, a hipocalemia pode ser assintomática e a simples eliminação da causa da deficiência pode tornar a reposição desnecessária.

A administração do mineral pode ser feita oralmente com suplementos, para casos moderados e leves, ou por via venosa, para casos graves. Caso o paciente use diuréticos, cabe ao médico avaliar a necessidade de suspensão ou substituição da medicação, de acordo com as condições clínicas de cada pessoa.

Por que o potássio é importante

É necessário consumir diariamente ao menos 3510 mg de potássio, segundo a Organização Mundial da Saúde. A ingestão adequada do mineral está associada a benefícios cardiovasculares, como a redução de riscos de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e diminuição da pressão arterial.

+Leia também: Você sabe quais são os alimentos amigos (e os inimigos) do coração?

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Entre os alimentos com alto teor de potássio (mais de 250 mg por porção), estão frutas como banana, melão, laranja, abacate e frutas secas, assim como carnes bovina, suína, de frango e cordeiro. Alguns grãos, sementes e nozes possuem teor elevado da substância, com mais de 600 mg por porção, com destaque para o feijão, as sementes de abóbora e de girassol e o pistache.

Para tratar uma hipocalemia severa, porém, não basta só aumentar a ingestão de potássio. Além de tratar as causas de fundo, pode ser necessário elevar os níveis rapidamente, com uma alta concentração do mineral que só é encontrada em suplementos. A dosagem deve ser definida pelo médico, com base nas características do caso.

Potássio também pode ficar alto demais

O oposto também ocorre: a hipercalemia é o acúmulo alto e anormal de potássio no sangue. A concentração acima de 5,5 mEq/L já é considerada um excesso leve, e maior que 6,5 mEq/L é caracterizada como grave.

Comumente é associada a distúrbios na excreção dos rins. A hipercalemia é relativamente mais comum que a hipocalemia: estima-se que mais de 3% da população sofra com ela em algum nível, contra menos de 2% no caso da deficiência. Entre pacientes com doença renal crônica, a prevalência chega a 18%. Nos casos graves, pode comprometer o coração.

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